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Campanha do Governo de "Abstinência Sexual" inicia mês que vem

Bruna Pinheiro
Atualizado há quase 5 anos
Campanha do Governo de "Abstinência Sexual" inicia mês que vem
A nova campanha no governo quer falar sobre 'alma gêmea' e sexo tardio

O mês de fevereiro vem com novidades de campanhas governamentais federais. O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) irá iniciar uma nova campanha para combater a gravidez na adolescência e as infecções sexualmente transmissíveis (IDTs), orientando os jovens a não fazer sexo.

A novidade será implementada nas escolas brasileiras. De acordo com a ministra, meninos perdem a virgindade aos 12 anos e as meninas, aos 13 anos e cita estudos do Chile e experiências dos Estados Unidos para sustentar a eficácia da medida de sexo tardio.

As ações iniciarão no dia 3 de fevereiro, nas redes sociais do Ministério, ainda sem muitos detalhes sobre a política pública. De acordo com a Ministra Damares, a elaboração será feita ao lado dos Ministérios da Saúde e da Educação, mas as pastas ainda não falam sobre o assunto.

O caso preocupa outras entidades que abordam a temática, já que no mês dezembro o MMFDH organizou um seminário com entusiastas da abstinência sexual. No evento haviam cartazes que diziam que a camisinha não protege contra o HIV, o que é falso. Além disso, há o temor de que não sejam apresentados outros métodos contraceptivos e conhecimento sobre educação sexual e sobre o corpo.

Damares defende que a forma mais eficaz de evitar a gravidez precoce é não ter a relação e que “a gente vai poder falar no Brasil de alma gêmea”, e completa a sua ação dizendo “Vamos conversar com adolescentes para retardar o início da relação sexual”. 

Em nota, o Ministério diz que  “até o momento, ignorou o adiamento da iniciação sexual”, e que “A proposta é oferecer informações integrais aos adolescentes para que possam avaliar com responsabilidade as consequências sociais, econômicas e psicológicas de suas escolhas para o seu projeto de vida. Portanto, não ofende em qualquer nível o direito à liberdade do indivíduo. O intuito da iniciativa é exatamente o contrário: ampliar os direitos de crianças e adolescentes com enfoque na valorização da pessoa humana, fortalecimento da saúde emocional e conscientização sobre os impactos decorrentes da vida sexual”, completa o texto.

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