O Itaú recebeu uma séria denúncia de racismo na última quinta-feira (30), vinda da influenciadora e empresária Lorena Vieira, esposa do DJ Rennan da Penha. Ela utilizou as redes sociais para divulgar o caso, afirmando que foi retirada à força pela polícia civil de uma agência bancária do Itaú. "Humilhada e esculachada", disse na publicação. "Por minha conta receber um bom dinheiro. E segundo eles, é FRAUDE E MAIS VÁRIAS COISAS. Meu dinheiro está PRESO e eu quase fui PRESA por NADA!!!!!! Não é pq eu sou preta e humilde que eu sou criminosa!!!”, disse Lorenna, no Twitter, onde chamou atenção de diversas pessoas.
Nesta sexta-feira (31), mais de 20 mil tweets sobre o assunto estão espalhados pela plataforma, e em todos é possível ver as manifestações ferozes dos usuários, que também não estão nada satisfeitos com o banco, e vão além, incentivando Lorenna a não se intimidar diante da grandeza do Itaú e investir em um processo por danos morais.
O perfil do banco na rede social aparece no meio das respostas à publicação de Lorenna, e se resume a dizer que lamenta o ocorrido. "O Itaú lamenta pelos transtornos causados a Lorenna Vieira nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, e já entrou em contato com ela para resolver a situação", disse o Itaú, também afirmando que "o procedimento adotado na agência é padrão em casos de suspeita de fraude, e não tem qualquer relação com questões de raça ou gênero. O Itaú acredita que toda forma de discriminação deve ser combatida".
Fui retirada do banco @itau pela polícia civil Humilhada e esculachada Por minha conta receber um bom dinheiro E segunda eles, é FRAUDE E MAIS VÁRIAS COISAS Meu dinheiro está PRESO e eu quase fui PRESA por NADA!!!!!! Não é pq eu sou preta e humilde que eu sou criminosa!!!
— Lorena (@badgallore) January 30, 2020
Na propaganda / Na vida real#itauracista pic.twitter.com/h3pH4K5oVe
— shut up red (@matteusekkite) January 31, 2020
Lorena foi mais um vítima do racismo institucional, dessa vez pelo Itaú. Aqui na Câmara, a bancada negra progressista apresentou o projeto de lei 5885/19, para coibir essas e outras práticas. Esperamos que seja aprovado e inspire o fim do racismo em qualquer serviço.#ItauRacista
— Talíria Petrone (@taliriapetrone) January 31, 2020

