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Aprovação do Brexit pelo parlamento britânico trás diversas incertezas

Bruna Pinheiro
Atualizado há quase 5 anos
Aprovação do Brexit pelo parlamento britânico trás diversas incertezas
As tratativas do Brexit finalmente iniciaram nesta sexta-feira

Depois de três anos de vai e vem, foi aprovado pelos parlamentares britânicos o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. O caso iniciou em 2016, com o plebiscito popular em que o “sim” a saída dos britânicos do bloco europeu venceu.

O termo “Brexit” vem da junção das palavras em inglês “British” e “exit”, ou seja, a “saída britânica”, para fazer referência a saída do bloco europeu. O desejo é antigo, mas foi ganhando corpo e adesão a partir de 2010 e, em especial em 2013 com o ex-primeiro ministro David Cameron. No ano de 2016, Cameron levou a pauta para votação popular, mesmo contrário a medida e acreditando que isso não ocorreria. Com com vitória apertada do Brexit, por 52% a 48%, Cameron renunciou ao cargo dando lugar à Theresa May.

O anseio pelo Brexit vem de uma ala mais conservadora da população e da política, com May, do partido conservador (Tory), no poder ela foi incubida da tarefa conduzir as negociações para que de fato a saída se cumprisse. Após várias tentativas frustradas com o parlamento britânico, Theresa May também abriu mão do cargo.

É a vez do ultra-conservador Boris Johnson levar a cabo a missão do Brexit, finalmente aceita pelo parlamento na última quarta-feira (29) com início às tratativas nesta sexta-feira (31). O fato atual é que o plano de saída dos britânicos do bloco europeu possui um forte tom emocional, com muitas incertezas e poucas perspectivas positivas.

A figura caricata e nada polida de Boris Johnson vê no Brexit o seu trunfo político, com poucas ações concretas. Com a aprovação do Brexit, os próximos 11 meses serão de definição sobre o futuro da relação entre a União Europeia e o Reino Unido, mas muito mais tempo deve levar para a adequação das relações comerciais com os outros países, o próprio relacionamento entre o países membros do Reino Unido, de modo geral, é a primeira vez que uma integração será desfeita para organizar uma outra forma de relações econômicas, políticas e sociais.

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