Diário 24 Horas

Justiça de Nova York condena Harvey Weinstein a 23 anos de prisão por estupro e abuso sexual

Ex-produtor recebeu a sentença definitiva após pausas no julgamento por problemas de saúde
Ex-produtor recebeu a sentença definitiva após pausas no julgamento por problemas de saúde
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

O ex-produtor de filmes norte-americanos, Harvey Weinstein, foi condenado a cumprir 23 anos de prisão pelos crimes de estupro e abuso sexual, após audiência definitiva realizada no tribunal de Nova York na manhã desta quarta-feira (11). A corte penal estadual de Manhattan finalmente deu a sentença do caso após já ter dado o veredicto de culpa em 24 de fevereiro. Weinstein foi condenado por agressão sexual em primeiro grau ao praticar sexo oral forçadamente na ex-assistente de produção, Mimi Haleyi, e por estupro em terceiro grau à atriz Jessica Mann. As duas estiveram presentes no julgamento desta manhã e foram aplaudidas pelo público presente no local.

A sentença ainda é considerada amena por diversos especialistas criminais e pela própria procuradoria do caso, já que Weinstein também era acusado como predador sexual contumaz e também escapou do estupro em primeiro grau, livrando-se da prisão perpétua, a principal preocupação da defesa. Ele deve cumprir a pena em presídio comum, longe de regalias e acordos especiais para tratamento diferenciado. 

No Twitter, quase 200 mil publicações sobre o assunto foram contabilizadas até o fechamento desta matéria, somente no Brasil, com inúmeras comemorações dos usuários e, é claro, alguns questionamentos sobre as possíveis diminuições da pena, já que muitos acreditam em algum tipo de aliviamento por bom comportamento ou novas resoluções da defesa, sobretudo porque estamos falando de uma pessoa com recursos. 

Mais de 80 mulheres foram responsáveis pelas denúncias que levaram Weinstein a julgamento, e estas são fortemente exaltadas nas publicações dos internautas. "Isso só foi possível graças as mulheres que tiveram coragem de denunciar e as outras que se juntaram para apoiar e trazer maior visibilidade ao movimento #Metoo", disse uma usuária do Twitter, lembrando o movimento iniciado em 2017, após as primeiras acusações contra o produtor, preso aos 67 anos após julgamento histórico.

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