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Coronavírus: Manifestações de 15 de março podem ser proibidas

Marcos Henderson
Atualizado há quase 5 anos
Coronavírus: Manifestações de 15 de março podem ser proibidas
Organizadores do ato nacional avaliam possibilidade de cancelamento, outros temem proibição

Bolsonaristas realizam contagem regressiva para as manifestações do próximo dia 15 de março, em defesa do presidente da república Jair Bolsonaro, mas os ventos podem ser modificados por causa do avanço do surto do novo coronavírus no Brasil. Para alguns dos principais incentivadores e organizadores dos atos, há a possibilidade de cancelamento, e em outros casos fala-se de possíveis determinações mais severas, como a proibição do evento nacional. 

A dúvida fica por conta do recente anúncio da Organização Mundial de Saúde (OMS), que declarou pandemia mundial e elevou os alertas sobre os cuidados para evitar o avanço do vírus. Marcos Bellizia, do movimento "Nas Ruas", afirmou que "tudo mudou de ontem para hoje". A deputada federal Bia Kicis informou que ainda deve procurar autoridades para avaliar com maior precisão os riscos de manter as manifestações. 

"Embora muitas pessoas estejam pedindo para manter, o mais importante agora é ter responsabilidade. Queremos fazer tudo com muito cuidado", explicou Kicis, uma das organizadoras do evento que chegou a ser compartilhado por Bolsonaro através de mensagens de WhatsApp, gerando repúdio nacional e atraindo apontamentos de crime de responsabilidade. 

O presidente do Movimento Conservador, Edson Salomão, também coloca um pé atrás em relação aos atos, afirmando que os organizadores não são irresponsáveis, e devem seguir as possíveis determinações das autoridades, considerado o único empecilho para o movimento Avança Brasil, que destaca a permanência dos eventos no dia 15 de março, com exceção de uma proibição formal. 

Nas redes sociais, centenas de milhares de publicações com menções às manifestações pró-Bolsonaro podem ser encontrados, com exaltações fervorosas ao presidente e declarações de ódio ao Congresso, um dos principais alvos do governo e dos manifestantes. Também existe a parcela de usuários contrários aos atos e, sobretudo, à aglomeração de pessoas durante a pandemia, tornando as plataformas online um palco de guerra entre apoiadores e opositores do governo. 

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