Na manhã de hoje (14) foi confirmada a morte por infarto fulminante do ex-ministro do governo Bolsonaro, Gustavo Bebianno. Bebianno estava em seu sítio com seu filho, no Rio de Janeiro, quando sofreu a parada na madrugada deste sábado, aos 56 anos de idade.
Advogado de formação, o ex-ministro estava se preparando para concorrer à prefeitura da cidade do Rio de Janeiro nas próximas eleições de outubro, e teve seu corpo velado durante o dia, com o enterro programado para às 17h no Cemitério Municipal Carlinda Berlim, em Teresópolis, região serrana do Rio.
O infarto fulminante de Bebianno em seu sítio foi seguido de uma queda, levando o político a falecer enquanto era encaminhado para o hospital. Posteriormente, a Polícia Civil confirmou através de laudo que a morte foi decorrente do infarto.
O velório e o sepultamento de Bebianno foram fechados a amigos e parentes, a imprensa não foi autorizada a entrar. Dentre os presentes estava o presidente do PSDB no Rio e amigo de Bebianno, Paulo Marinho, além do governador de São Paulo, João Doria. O vice-presidente, Hamilton Mourão, transmitiu seus pesares a família do político.
Com profundo pesar recebi a notícia da morte de Gustavo Bebianno. Seu falecimento surpreende a todos. O Rio perde, o Brasil perde. Bebianno tinha grande entusiasmo pela vida e em trabalhar por um País melhor. Meus sentimentos aos familiares e amigos nesse momento de dor.
— João Doria (@jdoriajr) March 14, 2020
Transmito meus pêsames à família de Gustavo Bebianno, que esteve conosco desde os primeiros momentos da campanha vitoriosa de @jairbolsonaro . Eventualmente, a política nos afasta, mas não apaga jamais o bom combate que travamos juntos. pic.twitter.com/Mie5llHGzH
— General Hamilton Mourão (@GeneralMourao) March 14, 2020
No governo federal, Gustavo Bebianno foi secretário geral da Presidência. No entanto, o político passou pouco tempo no cargo, deixando a secretaria em meio o racha do PSL após as denúncias sobre candidaturas laranjas da sigla. O clã Bolsonaro rompeu com o advogado após negar que o presidente tinha conhecimento das candidaturas laranjas e Bebianno ter afirmado que tinha material com informações relativas ao presidente no Brasil e no exterior, sem citar conteúdos.
Vários sites e jornalistas relataram o caso da morte do político com estranheza, levando em consideração todo o seu passado estremecido com a família Bolsonaro e sua saída rápida e impactante da presidência.
Últimas palavras públicas de Gustavo Bebianno: https://t.co/cD5LXupRyF
— Mônica Bergamo (@monicabergamo) March 14, 2020
Em entrevista ao #3em1, da Jovem Pan, Bebianno disse, em resposta à Thais Oyama, que deixou fitas no exterior com coisas que sabe caso algo lhe acontecesse. Foi em dezembro de 2019. Aqui, o link:https://t.co/FgsNbHJqAd
— Vera Magalhães (@veramagalhaes) March 14, 2020

