Madero sofre boicote nas redes sociais após apelo de Junior Durski

Empresário defendeu manutenção da escala de trabalho e minimizou mortes por coronavírus
Empresário defendeu manutenção da escala de trabalho e minimizou mortes por coronavírus

Após apoiar as manifestações pró-Bolsonaro que aconteceram no último dia 15 de março, o dono da franquia Madero, Junior Durski, decidiu publicar mais vídeos em que fala sobre aspectos políticos e econômicos no Brasil, mas pode ter prejudicado ainda mais a própria imagem e, consequentemente, a clientela do restaurante, já que nesta terça-feira (24) é possível encontrar milhares de publicações sobre ele nas redes sociais, com destaque para o Twitter, onde os usuários sugerem boicote ao Madero e a qualquer produto relacionado ao empresário, que fez de tudo para minimizar as mortes causadas pelo coronavírus, sugerindo que "as consequências que teremos economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus", em frase extraída de sua fala em vídeo publicado na web.

O discurso não parte isoladamente de Durski, já que outros grandes nomes da classe empregadora privada também realizaram declarações preocupantes para a população em geral, como foi o caso de Luciano Hang, dono da Havan, que ameaçou demitir 22 mil funcionários caso fosse obrigado a fechar as portas de suas filiais e ainda brincou, dizendo que pagaria os credores e ainda sobraria dinheiro para ir à praia. Roberto Justus também virou alvo de polêmica após áudio vazado em conversa com Marcos Mion em um grupo de WhatsApp. 

Na ocasião, o empresário repetiu um discurso semelhante ao de Durski, minimizando as mortes pelo coronavírus em comparação com os impactos econômicos, e ainda foi além, dizendo que as pessoas residentes nas favelas não sofrerão com o vírus, pois "essa molecada que tá na favela nem fica doente". 

Os discursos da classe empresarial exibem um lado óbvio do atual Governo, que criou um ambiente de maior liberdade para donos de empresa, a exemplo da MP 927, que gerou fortes discussões entre políticos e especialistas por causa do artigo 18, que dava aos empregadores o direito de suspender o contrato dos empregados por quatro meses e precisou ser revogado em caráter de urgência pelo presidente Jair Bolsonaro, antes de uma possível desaprovação do Congresso, que cancelaria automaticamente a validade da medida provisória. 

Comentários

Leia também