William Bonner esclarece fraude envolvendo o filho em pedido de Auxílio Emergencial

William Bonner relatou que os dados do filho são utilizados para golpes há 3 anos
William Bonner relatou que os dados do filho são utilizados para golpes há 3 anos

O jornalista William Bonner foi ao seu Twitter esclarecer uma fraude envolvendo seu filho em uma solicitação do Auxílio Emergencial de R$600 concedido pelo Governo Federal para pessoas em situação de risco devido à pandemia do novo coronavírus.

O apresentador disse que foi procurado no último dia 19 pelo Jornal Meia Hora para relatar o caso e a repercussão da utilização dos dados de seu filho, Vinícius, para efetuar a fraude. Bonner relatou que seu filho é alvo de fraudes há 3 anos, tendo seus dados utilizados para contratação de serviços de TV por assinatura, entre outros.

Vinícius é filho de William Bonner com a também jornalista e apresentadora Fátima Bernardes, e irmão gêmeo de Laura e Beatriz. Após a maioridade dos trigêmeos e mudança para os Estados Unidos, os pais se separaram e seguem com seus novos cônjuges.

A longa thread no Twitter do apresentador do Jornal Nacional relata todo o movimento da família para tentar frear os golpes e, inclusive, tentar mudar o CPF de Vinícius para dar fim neste caso.

Mas, para além da explanação sobre os golpes efetuados com os dados de seu filho, Bonner também aproveitou para denunciar o descaso do poder público com seus serviços. “[...]Pelos critérios do programa de auxílio emergencial, alguém nas condições sócio-econômicas do meu filho não tem direito aos 600 reais da ajuda”, e continuou: “Portanto, quem quer que viesse a usar o nome, o CPF e dados pessoais dele deveria receber como resposta ao pleito um “não”. Mas, pelo que vimos ao consultar o site do Dataprev, o pedido de auxílio feito por um fraudador foi aprovado”.

Sua indignação foi para além do caso do filho, que segundo ele, pode comprovar que não está envolvido em nenhum esquema de fraude, mas reiterou a má gestão do dinheiro público: Leio no Globo que a Dataprev não verificou na Receita se os CPFs, embora pertencentes a pessoas sem renda própria, eram de dependentes de cidadãos com renda (como filhos, filhas, parceiros, parceiras). Quantos entre esses foram vítimas de fraudadores, como aconteceu com meu filho?”. “Quantos entre esses realmente fraudaram o programa? Meu filho não fraudou, é vítima e pode provar. Não se zelou pela aplicação do dinheiro público? Quem protege os cofres públicos da ação de estelionatários ou de pessoas mal-intencionadas?", afirmou Bonner.

Por fim, disse que todos prestação queixa em relação ao crime cometido e que esperam por uma apuração rápida sobre o mal uso do dinheiro público para resguardar aqueles que mais necessitam neste momento.

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