Queda de avião em área residencial no Paquistão pode ter um sobrevivente

Área residencial foi tomada por fumaça e escombros. Foto: Akhtar Soomro/Reuters.
Área residencial foi tomada por fumaça e escombros. Foto: Akhtar Soomro/Reuters.
PorMarcos Henderson22/05/2020 12h21

A cidade de Karachi, no sul do Paquistão, amanheceu com uma tragédia de altas proporções após a queda de um avião comercial da Pakistan International Airlines com 107 pessoas a bordo (99 passageiros e 8 tripulantes) em uma área residencial da região, que ficou tomada por escombros e muita fumaça. Apesar das informações do prefeito Waseem Akhtar sobre a impossibilidade de haver sobreviventes, o porta-voz do governo local, Abdur Rashid Channa, afirma que o bancário Zafar Mahmood teria sobrevivido à queda.

O voo PK8303 partiu de Lahore e deveria aterrissar às 14h30 (6h30 no horário de Brasília) em Karachi, mas o piloto do Airbus A320 realizou uma chamada de emergência relatando dificuldades para executar o pouso, também evidenciando a existência de problemas técnicos na aeronave. "Ele foi informado de que as duas pistas de pouso estavam disponíveis para uso, mas preferiu usar a rota de pouso. Estamos analisando a questão técnica. Nossas orações pelas vidas perdidas", disse o porta-voz da Pakistan International Airlines, Abdullah Khan.

Ao que parece, pelo menos de acordo com um funcionário do departamento de aviação civil do país, o problema técnico apontado pelo piloto impedia que as rodas fossem liberadas para o pouso, obrigando os tripulantes a improvisarem um desvio de rota até encontrar uma forma de realizar um pouso de emergência, impedido após bater em uma torre móvel, ainda segundo o funcionário, que fez o seu relato à Reuters, mas preferiu não se identificar. 

Imagens divulgadas nas redes sociais mostram um clima aterrorizante em meio aos escombros na área residencial de Karachi, com centenas de pessoas aglomeradas para auxiliar as tropas paramilitares do Exército do Paquistão e os órgãos da administração civil no árduo trabalho de resgate, que envolve maquinaria pesada para remover destroços e o delicado trabalho de retirar os corpos das vítimas, além da urgente ação dos bombeiros para apagar os incêndios gerados com o impacto da queda, em um momento emblemático para os moradores da cidade. 

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson