Diário 24 Horas

China culpa a Índia pela morte de 3 indianos em confronto violento na fronteira

Comunicados de ambos os países omitem detalhes sobre a disputa fatal no Himalaia
Comunicados de ambos os países omitem detalhes sobre a disputa fatal no Himalaia
Marcos Henderson
PorMarcos Henderson

A Índia perdeu três militares no confronto com a China no vale do rio Galwan, em Ladakh, no Himalaia, segundo informações do Exército indiano divulgadas nesta terça-feira (16). A região é conhecida pela disputa fronteiriça entre os dois países, que não registravam uma morte ocasionada pelas divisas desde 1975. Apesar da confirmação do incidente, os detalhes ainda são desconhecidos, já que segundo a imprensa da Índia, ao menos 34 soldados estariam desaparecidos.

O porta-voz da Chancelaria da China, Zhao Lijian, culpou os indianos por provocação e ataque às determinações legais, afirmando que os soldados teriam cruzado a fronteira entre os dois países duas vezes. Ele também afirma que não houve nenhuma morte do lado chinês, mas não forneceu maiores detalhes. "As tropas indianas violaram seriamente nosso consenso e cruzaram a fronteira duas vezes por atividades ilegais e provocaram e atacaram o pessoal chinês, o que levou a sérios conflitos físicos entre os dois lados", disse Lijian.

Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Anurag Srivastava, afirma que houve perda de vidas "dos dois lados", incluindo um oficial indiano e dois soldados indianos, e relaciona o confronto com a tentativa da China em "mudar unilateralmente o status quo" da região, em comunicado que não especificou o número de vítimas chinesas, mas acrescentou que altos oficiais militares de ambos os países estão se reunindo para amenizar a situação. Os relatos de soldados aos veículos de imprensa indianos afirmam que os participantes do confronto largaram as armas e duelaram de forma violenta até que surgissem as primeiras vítimas fatais. 

De acordo com o exército indiano, o ministro da Defesa Rajnath Singh realizou uma reunião com militares para revisar a situação operacional atual no leste de Ladakh. Na conversa, também estavam presentes o chefe do Estado-Maior de Defesa e os chefes do Exército, Marinha e Força Aérea. 

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