Donald Trump e Joe Biden definem futuro dos EUA em eleição histórica

Os eleitores definirão nas urnas se o republicano exercerá mais um mandato ou se o democrata assumirá a presidência desta vez
Os eleitores definirão nas urnas se o republicano exercerá mais um mandato ou se o democrata assumirá a presidência desta vez
PorMarcos Henderson03/11/2020 14h36

As eleições presidenciais nos Estados Unidos costumam reunir espectadores de variadas localizações pelo mundo, mas não restam dúvidas de que a disputa entre o candidato republicano e atual presidente, Donald Trump, e o candidato democrata Joe Biden, já entrou para a história como um dos momentos mais marcantes da história norte-americana, com uma grande parcela da população temendo por uma nova vitória de Trump no final do ano marcado pela pandemia de Covid-19 e os constantes discursos negacionistas do presidente em relação às determinações científicas. 

Mesmo com todas as pesquisas apontando para a vitória de Biden, a tensão ainda é grande, já que as diferenças percentuais são baixas, assemelhando-se com o cenário de 2016, quando Trump derrotou Hillary Clinton e deu início à contraditória gestão. Diante da expectativa de derrota, o republicano já repetiu inúmeras vezes que, caso perca, irá contestar o resultado das eleições, realizadas em novo formato este ano devido à pandemia, ao mesmo tempo em que ameaça reconhecer o resultado da votação antes do tempo. 

O encerramento da campanha de Trump, inclusive, foi finalizado com uma advertência falsa de que "trapacear" no importante estado da Pensilvânia poderia levar à violência nas ruas, em uma nova tentativa de manchar a integridade do confronto eleitoral com Biden. 

Isso significa que, além do resultado, ainda estaremos diante de uma narrativa mais longa, com diversas ameaças de boicotes aos resultados e possíveis processos na Justiça para que a posse do vencedor seja invalidada, principalmente se a vitória cair no colo do democrata. 

A insistência de Trump de que o resultado da eleição será reconhecido antes do tempo não possui nenhuma base de evidência, sobretudo porque outras eleições americanas precisaram de vários dias para que o resultado oficial pudesse ser divulgado, e neste ano o tempo deve ser consideravelmente maior, pois os votos são computados por correio.

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson