Apesar dos olhos duvidosos quando Castlevania estreou na Netflix, em 2017, a série de animação acabou se tornando uma referência positiva na plataforma de streaming, mesmo se tratando de uma adaptação de videogame (fator que sempre coloca o público com o pé atrás). A 4ª e última temporada estreou nesta quinta-feira (13) na Netflix rodeada de elogios, tanto dos espectadores comuns quanto da crítica especializada.
Muitas coisas acontecem na temporada final da série, especialmente por causa da necessidade de encerrar o ciclo na rede de streaming. Obviamente, isso leva os criadores a uma complicada corrida para colocar pontos finais em cada sub-enredo dentro do projeto total. Também percebe-se uma valorização maior para os monólogos, alguns muito bem escritos, e outros passageiros.
O ritmo pode parecer estranho no início da 4ª temporada, mas a trama se desenrola de uma forma concisa, permitindo uma boa evolução até a chegada do desfecho. A equipe de produção conseguiu fazer um trabalho de excelente qualidade para mesclar a fluidez com a brutalidade do conflito de uma forma que certamente manterá o público em clima máximo de imersão.
Apesar da ênfase na ação, o final de Castlevania não se esquiva de momentos lentos e silenciosos que envolvem vários temas e linhas de fundo emocionais da série. Existem dois grandes temas em Castlevania: Família e amor. Ambos são explorados de uma forma rica e atraente conforme os relacionamentos tomam o centro do enredo na temporada 4. Ao final da série, todos têm algum tipo de resolução que se encaixa em seus personagens, e isso leva a vários momentos fantásticos dos personagens principais.
A relação entre Trevor e Sypha é particularmente importante em Castlevania, e a 4ª temporada os coloca sob os holofotes. Sypha está ficando cada vez mais cansada do mundo como resultado do que ela sofreu ao longo da série, e isso a leva a assumir muitas das qualidades de Trevor. Através de um equilíbrio estelar de ação e sentimento, Castlevania se tornou uma obra especial entre as adaptações de videogame.

