Por mais que as críticas em “Quanto Mais Vida, Melhor” sejam duras, a novela tem acertado bastante nos dramas familiares dos protagonistas e se aprofundado mais a cada capítulo. Claro que a comédia está sempre presente ao longo das cenas, mas sem tirar o peso dos acontecimentos.
A troca de corpos na novela veio como um refresco para a trama e surpreender com a forma de atuar dos atores, que foram muito elogiados no começo, principalmente Mateus Solano que teve até que fazer pole dance em algumas das cenas. No entanto, após algumas semanas, o público se cansou dessa fase por achar repetitiva e caricata demais, mas o que acabou passando despercebido, foi o aprofundamento dos dramas familiares de cada personagem.
Ao longo dos capítulos, pudemos ver a família de Neném (Vladimir Brichta) lidando com a sua mudança de personalidade, os problemas pessoais de cada membro, e até a chegada do seu irmão Roni (Felipe Abib), que mexeu com as estruturas da casa e até mesmo traz um mistério consigo que nem mesmo a sua mãe sabia. Paula (Giovanna Antonelli) pôde se entender melhor com a sua filha, mesmo estando no corpo de Neném, além de entender seus sentimentos pelo jogador.
Guilherme (Mateus Solano) e Flávia (Valentina Herszage) tiveram a chance de compreender o que sentiam um pelo outro e o que as famílias de cada um significavam para si. Todos esses pequenos detalhes tornam a trama ainda mais enriquecedora e o público muitas vezes deixa passar por não querer mais que a fase continue. No entanto, a curiosidade fica para saber como a trama vai se resolver quando cada um voltar para o seu corpo original.

