Duas prisões em pouquíssimo tempo transformam completamente a personalidade de Yuri (Jean Paulo Campos) em Vai na Fé, e ninguém poderá tirar a razão do estudante, afinal ele foi escolhido como saco de pancadas na novela das sete apenas para mostrar a dura realidade que milhões de pessoas sofrem diariamente no Brasil. Após ser encarcerado duas vezes, Yuri entrará em pânico com a abordagem de um segurança na universidade.
Não existe outro nome para o que o rapaz está vivendo: é racismo. Jean Paulo Campos encarou um fortíssimo desafio ao aceitar o papel, pois algumas das lágrimas de seu personagem se misturam com o lamento real de uma sociedade preconceituosa, que acusa seres humanos e os prende sem nenhuma evidência, somente pela análise da cor de pele.
Mas tudo pode ficar pior. Nos próximos capítulos, nem a universidade servirá como refúgio para o personagem, e tudo porque um segurança decide fazer uma abordagem duvidosa que, em poucos segundos, deixa Yuri transtornado justamente no período em que ele comemora a saída da prisão com ajuda de Ben (Samuel de Assis) e Lumiar (Carolina Dieckmann).
À beira de um colapso, o rapaz entra em conflito com a instituição e tenta entender por que as forças que deveriam servir a favor da proteção alheia agem com tanto desprezo pela integridade física e mental do cidadão. O pânico de Yuri será plenamente justificável, mas a pergunta que fica é: até quando ele precisará sofrer com isso?

















