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Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos

O ídolo do basquete brasileiro Oscar Schmidt morreu aos 68 anos, em São Paulo. Conhecido como Mão Santa, ele lutava contra um tumor cerebral há 15 anos.

·Atualizado há cerca de 3 horas
Morre Oscar Schmidt, lenda do basquete brasileiro, aos 68 anos
Morreu hoje Oscar Schmidt, um dos maiores atletas brasileiros de toda a história! Foto: Divulgação/NBA

O basquete mundial e o esporte brasileiro estão de luto. Nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, morreu Oscar Schmidt, um dos maiores ídolos da história do basquete, aos 68 anos. O ex-jogador, eternizado pelo apelido de "Mão Santa", sofreu um mal-estar em sua residência, localizada em Alphaville, e não resistiu.

De acordo com informações médicas, Oscar foi encaminhado pelo Serviço de Resgate ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo, mas chegou à unidade já em parada cardiorrespiratória. A lenda do esporte lutava contra um tumor cerebral desde 2011.

Uma longa batalha pela vida

Há cerca de 15 anos, Oscar foi diagnosticado com um glioma, um tipo de tumor cerebral. Desde então, passou por diversas cirurgias, além de sessões de quimioterapia e radioterapia. Em 2022, o ex-atleta tomou a decisão pessoal de interromper a quimioterapia, afirmando que a doença havia mudado a sua forma de encarar a mortalidade e que havia perdido o medo da morte.

No início deste mês, no dia 8 de abril, Oscar foi homenageado no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Por estar se recuperando de uma cirurgia recente, ele não pôde comparecer à cerimônia, sendo representado por seu filho, Felipe Schmidt.

O legado do "Mão Santa"

Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, no dia 16 de fevereiro de 1958, Oscar Daniel Bezerra Schmidt construiu uma carreira inigualável. Ele é lembrado por suas marcas expressivas e pela paixão com que vestia a camisa da Seleção Brasileira.

Principais feitos na carreira:

  • Maior pontuador: Encerrou a carreira com a marca impressionante de 49.737 pontos.
  • Amor à Seleção: Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, recusou jogar na NBA para não perder o status de "amador", o que na época o impediria de continuar defendendo o Brasil em competições internacionais.
  • Cinco Olimpíadas: Representou o país nos Jogos de Moscou (1980), Los Angeles (1984), Seul (1988), Barcelona (1992) e Atlanta (1996), tornando-se o maior cestinha da história da competição, com 1.093 pontos.
  • Ouro no Pan de 87: Foi protagonista da histórica vitória do basquete masculino brasileiro sobre os Estados Unidos na final dos Jogos Pan-Americanos.

Membro do Hall da Fama da FIBA e do Basketball Hall of Fame nos Estados Unidos, Oscar deixa um legado que transcende as quadras. A despedida ocorrerá de forma restrita aos familiares, respeitando o desejo de privacidade neste momento de recolhimento.