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1994: Romário, Bebeto e o fim de um jejum que durava 24 anos

Após duas décadas sem conquistar a Copa do Mundo, o Brasil voltou ao topo do futebol com uma geração liderada por Romário, Bebeto e Taffarel.

·Atualizado há cerca de 2 horas
1994: Romário, Bebeto e o fim de um jejum que durava 24 anos
Romário, Bebeto foram os principais nomes da Copa do Mundo de 1994. Mas, você reconhece aquele garoto de azul sentado na frente da taça? Créditos: Acervo CBF

Quando a Copa do Mundo de 1994 começou nos Estados Unidos, a Seleção Brasileira carregava um peso enorme. O país que encantou o mundo com Pelé em 1958, 1962 e 1970 já acumulava 24 anos sem levantar a taça. As eliminações em 1974, 1978, 1982, 1986 e 1990 aumentaram a pressão sobre a equipe comandada por Carlos Alberto Parreira. Muitos torcedores ainda lembravam com tristeza da queda para a Argentina de Maradona nas oitavas de final do Mundial de 1990.
Antes mesmo da Copa, a classificação foi sofrida. O momento mais marcante aconteceu em setembro de 1993, quando o Brasil precisava vencer o Uruguai no Maracanã para garantir vaga no Mundial. Pressionado pela torcida, Parreira convocou Romário, que estava fora da equipe. O atacante respondeu com dois gols na vitória por 2 a 0 e se transformou no grande símbolo daquela campanha.

A dupla que decidiu a Copa

Nos Estados Unidos, Romário confirmou o favoritismo. Com cinco gols, o atacante foi eleito o melhor jogador do torneio.
Ao seu lado, Bebeto formou uma das duplas mais famosas da história da Seleção. Foi dele uma das imagens mais marcantes daquela Copa: a comemoração embalando um bebê após marcar contra a Holanda, homenagem ao filho recém-nascido, Mattheus.

Defesa sólida e Taffarel decisivo

Ao contrário de outras seleções brasileiras que encantaram pelo espetáculo, a equipe de 1994 se destacou pela eficiência. Taffarel transmitia segurança no gol, enquanto Dunga, Mauro Silva, Aldair e Jorginho formavam a espinha dorsal do time. O Brasil chegou à final sem perder nenhuma partida. Estreou vencendo a Rússia por 2 a 0, superou Camarões por 3 a 0 e empatou sem gols com a Suécia. Nas oitavas de final, eliminou os Estados Unidos por 1 a 0 em pleno 04 de julho, data da comemoração da Independência dos EUA.

Nas quartas de final, um dos melhores jogos daquela Copa ao derrotar a Holanda por 3 a 2. Nessa partida Bebeto marcou um dos gols e comemorou embalando o filho recém-nascido, em uma cena que se tornou símbolo do tetracampeonato. O jogo estava empatado em 2 a 2 quando o Brasil teve uma falta pela esquerda, aos 36 minutos do segundo tempo. O lateral Branco foi para a cobrança e soltou uma bomba de canhota. Mas o detalhe que ficou na memória foi o movimento do Romário, desviando da bola e enganando o goleiro holandês. Já na semifinal, um gol de cabeça de Romário garantiu a vitória por 1 a 0 sobre a Suécia e colocou o Brasil novamente em uma decisão de Mundial após 24 anos.

A final decidida nos pênaltis

No dia 17 de julho de 1994, Brasil e Itália fizeram uma final equilibrada no Rose Bowl, no calor absurdo de Pasadena. Pela primeira vez na história das Copas, uma decisão terminou sem gols e precisou ser definida nos pênaltis. Taffarel defendeu a cobrança de Daniele Massaro e viu Roberto Baggio, principal estrela italiana, chutar por cima do travessão na última cobrança.
O instante entrou para a história do futebol. "É tetra! É tetra!" A narração de Galvão Bueno se misturou às lágrimas dos jogadores e ao alívio de um país inteiro.

O título que recolocou o Brasil no topo

Mais do que conquistar a quarta estrela, a Seleção Brasileira encerrou um jejum de 24 anos e recuperou o protagonismo mundial. Aquele grupo liderado por Romário, Bebeto, Dunga e Taffarel devolveu ao torcedor brasileiro o orgulho de ser campeão do mundo e abriu caminho para a geração que conquistaria o pentacampeonato oito anos depois.

AMANHÃ NA SÉRIE

2002: Ronaldo supera as lesões, Rivaldo brilha e o Brasil conquista o pentacampeonato no Japão e na Coreia do Sul.


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