A Copa do Mundo registrou mais um capítulo histórico envolvendo o uso da tecnologia e as novas determinações de arbitragem da entidade máxima do futebol. O meio-campista Miguel Almirón, camisa 10 da seleção do Paraguai, foi expulso de campo após cobrir a boca para falar durante uma situação de confronto.
A aplicação do cartão vermelho direto ocorreu graças a uma chamada do árbitro de vídeo (VAR), que alertou o juiz de campo sobre a infração. A punição faz parte de um novo pacote de regras aprovado por unanimidade recentemente, com o objetivo de aumentar a transparência das comunicações no gramado e coibir qualquer tentativa de ocultar ofensas ou atitudes antidesportivas em momentos de tensão.
Vítima da própria conduta e de protocolos inéditos
O fato curioso é que esta não é a primeira vez que o atleta paraguaio se torna o centro das atenções pelas inovações regulamentares neste torneio. Durante a primeira partida da competição, contra a seleção dos Estados Unidos, Almirón já havia testado os limites dos novos protocolos de arbitragem.
Na ocasião, o camisa 10 protagonizou um lance de simulação de falta. Inicialmente, a arbitragem de campo foi enganada e aplicou um cartão amarelo a um defensor norte-americano. No entanto, em uma intervenção que utilizou a inédita premissa de erro de identificação, o VAR acionou o juiz principal para a revisão da jogada.
Após a análise nos monitores à beira do campo, a decisão foi revertida de forma contundente. O cartão amarelo do jogador adversário foi prontamente anulado. A punição foi transferida e aplicada a Miguel Almirón, advertido pela simulação.
Os dois episódios envolvendo o mesmo jogador ilustram o nível de rigor implementado na competição. A tolerância zero para tentativas de ludibriar a arbitragem e a proibição estrita de cobrir o rosto ao debater com rivais e juízes prometem mudar de vez o comportamento dos elencos dentro das quatro linhas.
