A Petrobras registrou um lucro líquido de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026. O resultado representa uma alta de 97% na comparação com o mesmo período de 2025, superando as projeções iniciais mapeadas pelo mercado financeiro.
De acordo com os dados apresentados pela estatal, o desempenho foi impulsionado por fatores operacionais e externos. No campo operacional, a companhia alcançou uma produção média de 2,7 milhões de barris de óleo por dia. Além disso, as refinarias operaram com uma taxa de utilização de refino de 101%, indicando que as instalações trabalharam próximas do limite técnico para atender à demanda de combustíveis.
No cenário internacional, a valorização do preço do petróleo Brent deu suporte direto às receitas da petroleira. A cotação da commodity foi influenciada pela persistência de tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que pressionou os preços globais do barril para cima ao longo do trimestre.
A forte geração de caixa registrada no período permitiu que o conselho de administração da empresa aprovasse a distribuição de R$ 17,4 bilhões sob a forma de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O cronograma divulgado pela companhia prevê que os pagamentos aos acionistas sejam efetuados em duas parcelas, programadas para os meses de novembro e dezembro de 2026.
