A eliminação da República Democrática do Congo para a Inglaterra não apagou a excelente campanha da seleção africana na Copa do Mundo de 2026. Na derrota por 2 a 1, dois jogadores chamaram a atenção do mundo: o atacante Brian Cipenga, autor do gol congolês, e o goleiro Lionel Mpasi, que fez uma série de defesas espetaculares e quase levou a equipe a uma classificação histórica.
Aos 28 anos, Brian Cipenga vive o melhor momento da carreira. Nascido em Kinshasa, mas criado em Portugal, o atacante atua pelo CD Castellón, da Espanha, depois de passar por clubes como Boavista B, Freamunde, Anadia, Vilaverdense e Paços de Ferreira. Convocado pela primeira vez para a seleção em 2025, ele participou da campanha que recolocou a RD Congo em uma Copa do Mundo após 52 anos. Contra a Inglaterra, aproveitou uma jogada em velocidade para abrir o placar logo nos primeiros minutos e ganhou destaque na imprensa internacional.
Se Cipenga fez os torcedores sonharem, Lionel Mpasi manteve esse sonho vivo durante boa parte da partida. O goleiro de 31 anos, nascido na França, iniciou a carreira nas categorias de base do Paris Saint-Germain e também passou pelo Toulouse antes de se firmar no Rodez. Atualmente, defende o Le Havre, da Ligue 1 francesa, e escolheu representar a RD Congo no cenário internacional a partir de 2022.
Na Copa do Mundo, Mpasi virou um dos grandes personagens do torneio. Além de boas atuações diante de Colômbia e Portugal, brilhou contra a Inglaterra com defesas difíceis em finalizações de Harry Kane, Jude Bellingham e Marcus Rashford. Nas redes sociais, torcedores e jornalistas o apelidaram de "muralha", e muitos consideraram sua exibição uma das melhores de um goleiro nesta edição do Mundial.
Apesar da eliminação, a dupla simboliza o crescimento da seleção congolesa. Cipenga se consolidou como uma das revelações da competição, enquanto Mpasi encerrou a Copa com status de um dos goleiros mais elogiados do torneio. A campanha histórica da RD Congo mostrou que o país voltou ao cenário mundial muito mais competitivo do que em sua única participação anterior, em 1974, quando ainda disputava a competição como Zaire.
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