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Martin Ødegaard: o nome que deveria assustar o Brasil mais do que Haaland

Capitão de Arsenal e Noruega, o meia comandou o título inglês mais recente e já soma três assistências nesta Copa do Mundo, duas delas para o próprio artilheiro.

Ricardo Pujol
Atualizado há cerca de 2 horas
Martin Ødegaard: o nome que deveria assustar o Brasil mais do que Haaland
Ødegaard é o capitão do atual campeão inglês, o Arsenal e também lídera a Noruega que joga hoje contra o Brasil pela Copa do Mundo. Foto: Youtube / GunnersTV

Todo mundo fala de Erling Haaland antes do duelo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo, hoje, domingo, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. É natural: ele é o artilheiro, o nome que estampa capa de revista. Mas quem estuda a seleção norueguesa de perto sabe que o resultado deste domingo também vai passar pela cabeça de Martin Ødegaard.

Se Haaland é o gatilho, Ødegaard é quem aponta a arma. Capitão da Noruega e também capitão do Arsenal, atual campeão inglês, o meia de 27 anos organiza, acelera e escolhe o momento de lançar o companheiro em profundidade. Nesta Copa, já são três assistências em três jogos: uma para o próprio Haaland, outra para Nusa, outra para Berg. Mais da metade dos gols noruegueses no torneio saíram dos pés dele antes de sair dos pés de outro, incluindo os que garantiram a vaga nas oitavas na vitória sobre a Costa do Marfim, quando Haaland decidiu o confronto com dois gols.

Existe também um contexto picante nesse duelo. Quem comanda o Brasil hoje é Carlo Ancelotti, o mesmo técnico que, ao retornar ao Real Madrid em 2021, optou por não contar mais com Ødegaard e liberou o então jovem meia para sair em definitivo rumo ao Arsenal. Anos depois, os dois se reencontram em lados opostos, com o norueguês na braçadeira de capitão da seleção que tenta surpreender a seleção brasileira. Ancelotti, aliás, iniciou a semana de preparação já lidando com dúvidas no meio-campo, o que só reforça o peso que a organização de Ødegaard pode ter no resultado.

Os números sustentam a fama. Na última temporada, Ødegaard ergueu a taça da Premier League como capitão do Arsenal, o primeiro título de liga do clube em mais de duas décadas, e ainda liderou o time a uma final de Champions League, perdida nos pênaltis para o PSG. No currículo também estão dois prêmios de Jogador do Ano do Arsenal (2022/23 e 2023/24) e presença recorrente no Time do Ano da Premier League.

Não é um jogador de números espalhafatosos: sua função não é a de finalizador. É o tipo de meia que aparece nas estatísticas de passes decisivos e participações em gols, não necessariamente nas de gols marcados. Baixa quantidade de bolas na rede, altíssima interferência no resultado.

Marcar Haaland é óbvio, todo zagueiro do mundo sabe que precisa fazer isso. O problema é que sufocar o centroavante não resolve nada se Ødegaard continuar recebendo espaço livre entre as linhas para armar o próximo lance. Hoje, no duelo direto contra o técnico que um dia decidiu que ele não estava pronto, o capitão norueguês tem motivo de sobra para provar o contrário, com ou sem gol dele no placar.

Assista alguns lances de Martin Ødegaard

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