A recente eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 diante da Noruega gerou fortes reações nos bastidores políticos e esportivos do país. Como reflexo desse descontentamento, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) protocolou, no dia 8 de julho, o Projeto de Lei 3.582/2026. A proposta visa reestruturar profundamente a Seleção Brasileira ao proibir a convocação de atletas e integrantes de comissões técnicas que atuem em clubes estrangeiros, limitando as escolhas apenas a profissionais em atividade no território nacional.
Além de restringir as convocações a quem atua no futebol brasileiro, o projeto traz uma medida drástica contra o mercado de apostas esportivas. O texto prevê o banimento completo de patrocínios de casas de apostas em entidades esportivas e competições de futebol no Brasil. Caso a lei seja aprovada, os clubes e federações terão um prazo máximo de 180 dias para encerrar todos os contratos vigentes com essas empresas.
O autor do projeto justifica que a dependência de atletas que jogam fora do país tem prejudicado a competitividade dos clubes locais e afastado o torcedor de sua identidade com a equipe nacional.
A repercussão do projeto de lei divide opiniões entre torcedores e especialistas, ocorrendo em um período de intensos debates sobre o desempenho das equipes nacionais em diversas modalidades esportivas. Para Hauly, no entanto, a prioridade absoluta no futebol deve ser a valorização do mercado interno e o resgate da paixão nacional, livre das influências financeiras das plataformas de apostas.

