A Inglaterra venceu o México por 3 a 2, no Estádio Azteca, na noite deste domingo (5), e garantiu vaga nas quartas de final da Copa do Mundo 2026, onde enfrenta a Noruega no próximo sábado, em Miami Gardens. A festa da classificação, porém, foi ofuscada por uma lesão grave do meio-campista Jordan Henderson, que precisou deixar o gramado de maca e usando máscara de oxigênio.
Como foi o jogo
Depois de abrir 2 a 1 ainda no primeiro tempo com um rápido dobrado de Jude Bellingham, a Inglaterra viu o México buscar o empate parcial com Julian Quinones, aproveitando falha de Ezri Konsa em afastar uma cobrança de falta. O jogo teve ainda expulsão de Jarell Quansah, após revisão do VAR por entrada dura em Jesus Gallardo, e dois pênaltis: Harry Kane converteu o dele para devolver a vantagem de dois gols aos ingleses, enquanto Raul Jimenez descontou para o México em outra cobrança, fechando o placar em 3 a 2. Nos vinte minutos finais, a defesa inglesa segurou a pressão dos donos da casa e confirmou a classificação.
A lesão de Henderson
Após o apito final, a delegação inglesa foi até a torcida cantar "Wonderwall", do Oasis, tradição recente do grupo. Henderson tentou pular uma placa de publicidade na comemoração, escorregou ao apoiar a mão para amortecer a queda e sentiu dores fortes no punho na hora. Companheiros acionaram a equipe médica, e o meia deixou o campo de maca, usando máscara de oxigênio.
O técnico Thomas Tuchel confirmou que Henderson foi levado a um hospital e classificou o quadro como sério: "parece muito ruim, é uma lesão bastante grave, e ainda não sei qual será o procedimento", disse o treinador, que assumiu não ter ainda um diagnóstico fechado sobre a extensão do problema.
Henderson, de 36 anos, não entrou em campo contra o México, mas recebeu cartão amarelo por reclamação à beira do gramado durante a partida. A federação inglesa confirmou que ele ficará na Cidade do México acompanhado por um membro da comissão técnica, enquanto o restante da delegação já retornou à base da seleção em Kansas City.
Assista ao momento da lesão:
Quem é Jordan Henderson
Formado nas categorias de base do Sunderland, clube que defendeu ainda quando criança e onde estreou como profissional em 2008, Henderson se transferiu para o Liverpool em 2011. Por lá, construiu a carreira que o consagrou: virou capitão em 2015 e, sob o comando de Jürgen Klopp, ergueu a Champions League, a Supercopa da UEFA e o Mundial de Clubes em 2019, além do título da Premier League em 2020, o primeiro do Liverpool em três décadas. Na temporada do título inglês, foi eleito o melhor jogador do ano pela associação de jornalistas de futebol da Inglaterra (FWA).
Deixou o Liverpool em 2023 rumo ao Al-Ettifaq, da Arábia Saudita, mas voltou à Europa depois de só seis meses, para o Ajax, da Holanda. Em 2025, assinou contrato de dois anos com o Brentford e recuperou espaço na seleção inglesa a ponto de ser convocado para este Mundial, o quarto de sua carreira (também disputou 2014, 2018 e 2022). Ao entrar em campo na vitória sobre o Panamá, na última rodada da fase de grupos, o meia bateu uma marca histórica: tornou-se o primeiro jogador da Inglaterra a disputar quatro Copas do Mundo e o único a somar sete grandes torneios pela seleção principal (Copas e Eurocopas combinadas), superando nomes como Wayne Rooney e Harry Kane, que haviam parado em seis participações cada.
O que vem a seguir
Com a vitória, a Inglaterra avança às quartas de final e enfrenta a Noruega no próximo sábado, em Miami Gardens. A extensão da lesão de Henderson só deve ser confirmada nos próximos exames, e o departamento médico inglês deve monitorar de perto se o meia, que acabou de entrar para a história da seleção, terá condições de seguir com a delegação no restante do torneio.

