A Justiça do Rio de Janeiro determinou a penhora dos pagamentos que Romário tem a receber da CazéTV pela participação na cobertura da Copa do Mundo de 2026. A medida faz parte de um processo de cobrança de uma dívida que já ultrapassa R$ 32,4 milhões.
Na prática, isso não significa que Romário foi demitido nem que deixará de trabalhar na transmissão da Copa. O que a decisão determina é que o dinheiro que seria pago ao ex-jogador pela CazéTV fique retido para ajudar no pagamento da dívida, em vez de ser depositado diretamente em sua conta.
O débito tem origem em um antigo processo envolvendo a empresa Koncretize Projetos e Obras Ltda. e uma empresa ligada a Romário. O caso tramita há anos e atualmente está na fase de cumprimento de sentença, quando a Justiça busca localizar bens e valores para garantir o pagamento ao credor.
Como parte da decisão, a CazéTV deverá informar à Justiça os contratos firmados com Romário e os valores previstos pela participação do ex-atacante na cobertura do Mundial. Se houver pagamentos pendentes, eles poderão ser direcionados ao processo judicial.
Segundo informações divulgadas pelos advogados de Romário, a defesa pretende recorrer da decisão. Até que haja uma eventual mudança judicial, a determinação de penhora permanece válida.
Vale destacar que a medida atinge apenas os valores relacionados ao contrato com a CazéTV. Ela não impede Romário de continuar exercendo sua função como comentarista durante a Copa do Mundo.

