Chega ao fim nesta quarta-feira (15) o prazo decisivo para que o Escritório de Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR) anuncie sua decisão sobre a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil. A medida, que vem sendo acompanhada de perto por analistas e pelo setor produtivo, pode alterar significativamente a dinâmica do comércio exterior entre os dois países.
Diante da iminência de uma decisão, o governo brasileiro subiu o tom e adotou uma postura firme contra a potencial sobretaxa. A gestão federal classificou a iniciativa norte-americana como injusta e já sinalizou que não hesitará em adotar a chamada Lei de Reciprocidade para proteger os interesses econômicos nacionais caso a barreira comercial seja de fato implementada.
Essa pressão sobre as exportações nacionais ocorre em um momento em que o mercado interno já lida com outros fatores de estresse econômico, como o Super El Niño coloca o setor elétrico em alerta e ameaça pesar no bolso dos brasileiros com alta na conta de luz. Uma eventual taxação de 25% adicionaria ainda mais complexidade ao cenário de negócios do país.
Agora, resta ao mercado aguardar o posicionamento oficial do USTR para entender os próximos passos dessa disputa tarifária.

