O cenário de devastação na Venezuela ganhou novos e trágicos contornos. Subiu para 4.829 o número de vítimas fatais decorrentes dos violentos tremores que atingiram o país em 24 de junho. O balanço oficial foi divulgado nesta quarta-feira, 15 de julho de 2026, por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional venezuelana.
Os abalos sísmicos, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5, deixaram marcas profundas na infraestrutura nacional. Além dos óbitos confirmados, as autoridades contabilizam 16.740 feridos e cerca de 17.907 pessoas desabrigadas.
Atualmente, mais de 20 mil cidadãos permanecem alojados em 107 acampamentos transitórios. A maior concentração de desabrigados está na capital, Caracas, e no estado de La Guaira, apontado como a região mais severamente afetada pelo terremoto. Estimativas do governo indicam que pelo menos 190 edifícios ruíram completamente e mais de 850 sofreram danos estruturais graves.
Enquanto equipes de resgate nacionais e internacionais ainda realizam buscas minuciosas em meio aos escombros, o país tenta iniciar a complexa fase de reconstrução. Paralelamente, o governo lida com alertas urgentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre os crescentes riscos sanitários enfrentados pelas famílias que dependem dos abrigos temporários.

