A Espanha consolidou-se definitivamente como a maior potência do futebol mundial. No dia 19 de julho de 2026, a seleção masculina faturou o bicampeonato ao vencer a Argentina por 1 a 0 na prorrogação. O gol decisivo de Ferran Torres coroou uma campanha brilhante. Com esse resultado histórico, a Espanha se tornou o primeiro país a deter, ao mesmo tempo, os títulos mundiais masculino e feminino, já que as mulheres ergueram a taça da Copa do Mundo em 2023.
Esse domínio avassalador não é fruto do acaso, mas sim de um projeto de longo prazo estruturado pela Real Federação Espanhola de Futebol. Sob o comando do técnico Luis de la Fuente, a equipe masculina colhe os frutos de um planejamento iniciado nas divisões de base. O treinador priorizou um estilo focado na posse de bola, forte solidez defensiva — sofrendo apenas um gol no torneio — e na transição de jovens talentos. Nomes como Lamine Yamal e Pau Cubarsí trouxeram dinamismo ao esquema tático, enquanto o experiente Rodri, eleito o melhor jogador do torneio e vencedor da Bola de Ouro, atuou como o cérebro do time. No gol, Unai Simón garantiu a segurança ao faturar a Luva de Ouro.
A engrenagem vitoriosa espanhola também passou pelas Olimpíadas de Paris em 2024, onde a seleção conquistou a medalha de ouro ao bater a França na final. Essa sequência de conquistas evidencia a eficácia de um modelo que valoriza a coletividade e o controle tático em detrimento do individualismo.

