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Aplicativo "Caixa Tem" falha pelo segundo dia consecutivo e complica saque do Bolsa Família

Beneficiários enfrentam travamentos na tela de CPF e lentidão no sistema justamente nos dias de repasse dos programas sociais

Ricardo Pujol
Aplicativo "Caixa Tem" falha pelo segundo dia consecutivo e complica saque do Bolsa Família
Aplicativo Caixa Tem apresentou falhas ontem e hoje. Foto: Divulgação Caixa.

Quem tentou acessar o aplicativo Caixa Tem na manhã desta quinta-feira (27) encontrou novamente barreiras e telas travadas. A instabilidade completou o segundo dia consecutivo de falhas no sistema da plataforma digital da Caixa Econômica Federal, gerando filas de reclamações entre cidadãos que dependem do dinheiro para o sustento diário.

O impacto dessa pane digital atinge diretamente a rotina de quem precisa do recurso no dia exato do saque. A instabilidade desta quinta-feira coincide justamente com a liberação dos pagamentos do Bolsa Família para os beneficiários que possuem o Número de Identificação Social (NIS) com final 8, além dos repasses do programa Pé-de-Meia.

A plataforma de monitoramento Downdetector registrou um pico de 1.049 notificações de problemas com os serviços da instituição financeira às 7h12 da manhã. Dados preliminares apontam que cerca de 56% das queixas estão concentradas em dificuldades severas para realizar o login, enquanto 41% dos relatos destacam falhas gerais no funcionamento do aplicativo móvel.

Principais erros e reclamações dos usuários

As queixas mais frequentes envolvem travamentos na tela de inserção do CPF. O sistema bloqueia o avanço para a digitação da senha e impede o carregamento completo dos dados da conta, deixando os beneficiários sem nenhuma previsão de resolução digital imediata.

Na véspera, o cenário já havia sido crítico. No primeiro dia de falhas relatadas na semana, o Downdetector contabilizou um pico de aproximadamente 1,6 mil reclamações durante o período da manhã, período em que o pagamento também contemplava beneficiários do Bolsa Família com NIS final 7.

Alternativas para o atendimento

Criado em 2020 para viabilizar o pagamento do Auxílio Emergencial durante a pandemia de Covid-19, o aplicativo consolidou-se como o principal canal do governo brasileiro para repasses sociais e inclusão bancária, atendendo cerca de 41 milhões de cidadãos. Com a queda dos servidores, contudo, o peso recai sobre a rede física.

Diante da impossibilidade de movimentar os recursos de forma remota, beneficiários têm recorrido ao atendimento presencial em agências e casas lotéricas. Como alternativas práticas em caso de falha persistente, técnicos orientam aguardar a normalização dos servidores, limpar o cache do aplicativo nas configurações do celular ou verificar se há atualizações pendentes na loja de aplicativos do smartphone.

Até o momento da publicação desta reportagem, a Caixa Econômica Federal não havia se manifestado oficialmente sobre a causa técnica exata que provocou a instabilidade nos servidores nem divulgado uma previsão exata para a normalização completa do sistema.

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