O gramado do Mineirão recebe nesta terça-feira o primeiro capítulo de um confronto que mexe tanto com a rivalidade quanto com os cofres dos clubes envolvidos. Cruzeiro e Atlético-MG iniciam a disputa por uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil carregando campanhas idênticas em termos de premiação acumulada até aqui, além de alimentarem expectativas sobre a partida que acontece dia 25 de agosto.
Até esta fase das quartas de final, tanto a Raposa quanto o Galo embolsaram exatamente a mesma quantia na competição nacional. A trajetória começou na quinta fase, etapa que marcou a entrada dos clubes da Série A no torneio, rendendo uma cota fixa de R$ 2 milhões para cada um. Nas oitavas, após eliminarem respectivamente Goiás e Ceará, os mineiros faturaram mais R$ 3 milhões individualmente. O montante subiu com a classificação na fase anterior: o Atlético-MG superou o Juventude com uma vitória dramática por 1 a 0 com gol aos 49 minutos do segundo tempo, enquanto o Cruzeiro bateu a Chapecoense por 2 a 0 em casa, garantindo mais R$ 4 milhões para cada lado e totalizando os atuais R$ 9 milhões acumulados.

O peso do bilhete premiado para a semifinal
O grande diferencial financeiro da eliminatória que se completa com o jogo de volta na Arena MRV está no prêmio estipulado pela Confederação Brasileira de Futebol para os quatro melhores da competição. Quem avançar do clássico mineiro garante imediatamente mais R$ 9 milhões referentes à cota da semifinal. Numa temporada em que o torneio se consolidou como o mais lucrativo e democrático da história, distribuindo cerca de R$ 500 milhões no total entre 126 participantes, o impacto de estancar ou multiplicar receitas altera diretamente o planejamento orçamentário dos gigantes estaduais.
Além da quantia imediata da próxima fase, o clube que seguir vivo na disputa continuará com chances de abocanhar cifras ainda mais expressivas. O campeão da edição faturará uma premiação estimada em até R$ 78 milhões apenas pelo título, além de assegurar um lugar direto na fase de grupos da Copa Libertadores do ano seguinte. A diretoria de ambos os lados, no entanto, mantém em sigilo o planejamento estratégico sobre como o fluxo de caixa gerado pelas cotas será aplicado no mercado de transferências.
