O Barcelona divulgou a escalação titular para a estreia na Champions League 2026/27 e Hansi Flick veio com algumas decisões que fogem do previsto. O time entra em campo às 13h45 de Brasília, no Camp Nou, contra o Feyenoord, com transmissão da TNT Sports e da HBO Max.
O XI escolhido: Joan García; Jules Koundé, Pau Cubarsí, Andreas Christensen e João Cancelo; Rodri, Pedri e Dani Olmo; Lamine Yamal, Raphinha e Karim Adeyemi.
Gordon e Gabriel Jesus começam no banco
A leitura mais interessante está nas pontas do banco. Anthony Gordon, contratação mais cara da janela por 70 milhões de euros junto ao Newcastle, começa entre os reservas. Gabriel Jesus, que chegou do Arsenal no último dia da janela, também espera a sua vez. Com isso, Raphinha deve atuar mais centralizado, num papel que ele já vem cumprindo bem desde a saída de Robert Lewandowski, e Adeyemi assume a faixa esquerda.
Para o alemão, aliás, a noite tem um sabor especial. Foi Flick quem deu a Adeyemi a estreia pela seleção da Alemanha, e agora os dois se reencontram no Camp Nou depois da transferência vinda do Borussia Dortmund. É a primeira grande vitrine europeia do atacante com a camisa culé.
Rodri e Pedri no comando do meio
No meio, Flick optou por três nomes. Rodri, comprado ao Manchester City nesta janela, faz sua primeira noite de Champions pelo Barcelona ao lado de Pedri e Dani Olmo. Gavi e Fermín López, que costumam aparecer nesse setor, ficam à disposição no banco.
A linha defensiva também mudou. Cancelo aparece na esquerda e Koundé segue na direita, com Cubarsí e Christensen no miolo. A escolha por Christensen tem explicação simples: Eric García cumpre suspensão herdada da temporada passada, e o dinamarquês era a opção natural de experiência para uma estreia europeia. Frenkie de Jong, fora por um problema no joelho, e Roony Bardghji completam a lista de ausências.
O banco tem Szczęsny, Livaković, Balde, Gerard Martín, Xavi Espart, Bernal, Gavi, Fermín, Gordon, Gabriel Jesus, Brian Fariñas e Hamza Abdelkarim, com os dois últimos podendo viver a estreia na competição.
O Barcelona chega embalado. Foram quatro vitórias nas quatro primeiras rodadas de LaLiga, com 17 gols marcados e apenas dois sofridos, incluindo goleadas de 5 a 0 sobre Valencia e Elche fora de casa. Raphinha lidera a artilharia do time com seis gols.
Van Bronckhorst reencontra a casa antiga
Do outro lado, o Feyenoord chega com uma história bonita no banco. Giovanni van Bronckhorst, ex-lateral do Barcelona, volta ao Camp Nou como treinador adversário e conhece bem o tamanho do desafio. Vice-campeão holandês na temporada passada, o time está invicto na Eredivisie, na terceira colocação, com três vitórias e dois empates.
Os holandeses, porém, vêm desfalcados. Jakub Moder, Bart Nieuwkoop, Gijs Smal e Jordan Bos estão fora, e Anis Hadj Moussa é dúvida após um desgaste interno no fechamento da janela. Perder o principal criador ofensivo pesa num jogo em que a transição rápida seria uma das poucas armas viáveis.
Os dois clubes só se cruzaram uma vez na história, na Copa dos Campeões de 1974/75: 0 a 0 em Roterdã e 3 a 0 para o Barça no Camp Nou. Cinquenta e um anos depois, o reencontro abre uma fase de liga em que os catalães ainda enfrentarão Galatasaray, PSG, Aston Villa, Sabah, Manchester City, Sporting e Como.
A rodada de estreia começou na terça, quando o Real Madrid superou a Inter no reencontro de Mourinho e Haaland decidiu no Dragão. Agora é a vez do time que conquistou o 29º título de LaLiga com uma campanha dominante mostrar se o investimento de 174 milhões de euros nesta janela se traduz na Europa, onde o clube não levanta a taça desde 2015.
Sven Jablonski apita a partida, com Bastian Dankert no VAR.
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