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Tabu em Santa Catarina: Paysandu tenta quebrar escrita contra o Brusque na decisão do acesso

Em cinco jogos desde 2023, o Papão venceu o Quadricolor só uma vez, em Belém. Neste sábado, no gramado sintético do Augusto Bauer, apenas a vitória mantém vivo o sonho da Série B

José Wilker
Tabu em Santa Catarina: Paysandu tenta quebrar escrita contra o Brusque na decisão do acesso
Paysandu vai pro tudo ou nada sábado contra o Brusque. Foto: Reprodução/Instagram

O Paysandu entra em campo neste sábado (10), às 17h (de Brasília), no Estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC), com dois pesos nas costas. O primeiro é a obrigação de vencer para continuar sonhando com a Série B. O segundo é um retrospecto que nunca favoreceu o lado bicolor. Em cinco confrontos oficiais com o Brusque desde 2023, o Papão venceu apenas uma vez, e foi em Belém.

O jogo fecha a sexta e última rodada do Grupo C do quadrangular da Série C. O Brusque, com 6 pontos, sobe se vencer. O Paysandu, lanterna com 4, precisa da vitória e de um triunfo da Ferroviária (8) sobre a Inter de Limeira (7), em partida disputada no mesmo horário. Empate ou derrota em Santa Catarina elimina o time paraense, seja qual for o outro resultado.

O retrospecto, jogo a jogo

  • 1º/7/2023, Série C: Paysandu 0 x 2 Brusque, na Curuzu
  • 24/7/2024, Série B: Brusque 1 x 0 Paysandu, na Ressacada, em Florianópolis
  • 11/11/2024, Série B: Paysandu 1 x 0 Brusque, na Curuzu
  • 12/4/2026, Série C (1ª fase): Paysandu 1 x 1 Brusque, na Curuzu
  • 7/9/2026, Série C (quadrangular): Paysandu 1 x 2 Brusque, no Mangueirão

O balanço é de uma vitória bicolor, um empate e três derrotas, com 3 gols marcados e 6 sofridos. A única vitória do Paysandu saiu de um gol do venezuelano Esli García no segundo tempo, na Curuzu. O resultado tirou o Papão da briga contra a queda na Série B de 2024 e confirmou o rebaixamento do Brusque.

O encontro mais recente ainda está fresco na memória. Na estreia do quadrangular, o Brusque fez dois gols no primeiro tempo, com JP Martins e Marlyson, e saiu do Mangueirão com a vitória. Marcinho descontou de falta, como o Diário mostrou na análise da derrota. O roteiro se repetiu: o Paysandu teve mais a bola, e o adversário foi letal nos contra-ataques.

Um tabu de um capítulo só, mas que pesa

O tabu catarinense tem, na prática, um único jogo: a derrota por 1 a 0 em julho de 2024, pela 17ª rodada da Série B. E essa partida nem aconteceu no Augusto Bauer. O estádio estava em reforma, e o Brusque mandou o jogo na Ressacada, casa do Avaí, em Florianópolis. Pelo histórico recente entre os dois clubes, sábado será a primeira visita do Papão à casa do Quadricolor.

O peso maior vem do conjunto. O Brusque venceu três dos cinco duelos, e dois desses triunfos foram dentro de Belém. Há, porém, um detalhe que a torcida bicolor gosta de lembrar. A derrota por 2 a 0 na Curuzu em julho de 2023 deixou o time perto do Z4 da Série C, e mesmo assim aquela campanha terminou com o acesso à Série B.

Gramado sintético e mando forte

O piso artificial do Augusto Bauer é o obstáculo que mais preocupa a comissão técnica. "O Brusque sabe usar muito bem o sintético", afirmou Mazola Júnior ao Diário do Pará. O treinador lembrou ainda que o adversário perdeu apenas um jogo em casa na competição.

Para reduzir a diferença de adaptação, o Paysandu programou parte dos treinos no Centro Esportivo da Juventude (Ceju), anexo ao Mangueirão, que tem campos de grama artificial. A ideia é aproximar o elenco das condições que vai encontrar em Santa Catarina.

O plano do Papão

Mazola Júnior voltou à Curuzu em setembro, 12 anos depois de comandar o acesso de 2014. Depois da boa atuação na vitória por 1 a 0 sobre a Ferroviária, com gol de falta de Caio Mello, conforme a cobertura lance a lance do Diário, ele não deve fazer grandes mudanças na equipe.

A única baixa confirmada é o volante Pedro Henrique, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. O jogador está emprestado pelo Flamengo e será devolvido ao clube carioca ao fim da temporada bicolor. O capitão Marcinho jogou no sacrifício contra a Ferroviária, com dores por causa de uma lesão. Ele passou pelo departamento médico, e a expectativa é de que esteja em condições no sábado.

No ataque, o trio formado por Pablo Alcântara, Kleiton Pego e Ítalo Carvalho deve ser mantido. Pablo, uma das válvulas de escape pelo lado direito, chamou o confronto de "o jogo da vida" e pediu a presença da torcida em Santa Catarina. "O torcedor faz total diferença", disse ao O Liberal. Os ingressos do setor visitante custam R$ 60 a inteira e R$ 30 a meia, com venda pela internet, como o Diário detalhou nesta quinta.

A conta e uma coincidência no apito

O cenário é difícil. O site Chance de Gol calcula em 13,6% a probabilidade de acesso do Paysandu. Já o Brusque depende só de si: com uma vitória, sobe sem olhar para Limeira.

A arbitragem traz uma coincidência com 2023. Wilton Pereira Sampaio, do quadro da Fifa, vai apitar o jogo. Ele também comandou a última rodada do quadrangular daquele ano, quando o Paysandu perdeu por 1 a 0 para o Volta Redonda e subiu mesmo assim, graças aos resultados paralelos. Desta vez, porém, a combinação não perdoa: sem vitória no Augusto Bauer, não há conta que salve o Papão.

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