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Remo chega a 96,9% de risco de queda: a conta do Leão antes do Vasco

Com 24 pontos e nove rodadas pela frente, o Remo precisa de um aproveitamento três vezes maior que o da temporada. Veja o que muda com vitória, empate ou derrota em São Januário.

Marvin Almeida
Remo chega a 96,9% de risco de queda: a conta do Leão antes do Vasco
Remo viaja para enfrentar o Vasco amanhã no Rj. Foto: Reprodução/Instagram

O Remo entra em campo neste sábado (10), às 18h, contra o Vasco, em São Januário, com a matemática cada vez mais apertada. Depois do empate por 1 a 1 com o Grêmio, na última quarta, o risco de rebaixamento do Leão subiu para 96,9%, segundo o modelo do Departamento de Matemática da UFMG. Só a Chapecoense, com 99,82%, aparece em situação pior.

Com 24 pontos em 29 jogos, o Remo é o 19º colocado e está oito pontos atrás do Corinthians, primeiro time fora do Z-4, que soma 32. Internacional (31) e Grêmio (30) completam a zona ao lado de azulinos e catarinenses.

Como o risco cresceu

O número chama atenção pela velocidade com que subiu. Em meados de agosto, depois da 23ª rodada, a UFMG apontava 57,4% de chance de queda. A derrota para o Flamengo, no início de setembro, levou o índice a 83,6%. Depois vieram o revés para o Bahia (89,6%), a derrota para o Santos na estreia de Thiago Carpini (94,6%) e, agora, o empate com o Grêmio.

Quando o Diário fez a conta da permanência em meados de setembro, o Remo tinha 23 pontos e 11 jogos pela frente. Duas rodadas depois, somou só um ponto e perdeu duas chances de encurtar a distância.

A régua da UFMG

O modelo também mostra quantos pontos costumam bastar para escapar. Com 42, o risco ainda fica em 46,2%. Aos 43, cai para 21,9%. Com 44, chega a 7,2%, e com 45 fica em 1,5%, faixa que pode ser tratada como segura. Abaixo de 38, a queda é dada como certa.

Para chegar a 44 ou 45 pontos, o Remo precisa somar 20 ou 21 dos 27 que ainda disputa. Na prática, algo como seis vitórias e três empates nos nove jogos. Até aqui, em 29 rodadas, foram cinco vitórias, nove empates e 15 derrotas, com 33 gols marcados e 48 sofridos. O aproveitamento na temporada é de 27,6%. O necessário para a reta final fica perto de 75%.

O que o jogo em São Januário muda

O peso do confronto com o Vasco fica claro quando se faz a conta para cada resultado:

  • Vitória: o Remo vai a 27 pontos e precisa de 17 a 18 nos últimos oito jogos (por exemplo, cinco vitórias e dois ou três empates).
  • Empate: com 25, a exigência passa a 19 ou 20 pontos (seis vitórias e um ou dois empates).
  • Derrota: parado nos 24, o Leão precisaria de 20 ou 21 dos 24 pontos restantes, o que significa perder no máximo um jogo e vencer quase todos os outros.

A rodada também ajuda a definir o tamanho da distância. No domingo (11), Grêmio e Internacional fazem o Gre-Nal, um confronto direto entre dois times do Z-4. Pelo menos um deles vai deixar pontos pelo caminho, e uma vitória azulina no sábado colocaria o Remo mais perto do bloco de cima da zona.

O adversário vive o melhor momento do ano. O Vasco vem de três vitórias seguidas no Brasileirão, soma 34 pontos e tem 8,1% de risco de queda pela UFMG.

Jejum e desfalques

O Remo não vence desde 26 de julho, quando bateu o Vitória por 2 a 0 no Mangueirão. São nove rodadas sem vitória no Brasileirão e 11 jogos contando a temporada inteira. Contra o Grêmio, o time só empatou no fim, com gol de David Braga, e reclamou de um pênalti não marcado em Yago Pikachu.

Para o terceiro jogo sob o comando de Carpini, o Leão tem a zaga reduzida. Tchamba, que voltou de compromissos pela seleção de Camarões, está fora, e o treinador conta apenas com Marllon e Zé Ivaldo como zagueiros de ofício entre os relacionados. No ataque, Galeano cumpre suspensão pelo terceiro amarelo. Em compensação, Mayk volta de lesão, e Zé Welison e Gabriel Poveda retornam após suspensão. A bola aérea defensiva, ponto fraco admitido pelo próprio Carpini depois do jogo contra o Grêmio, é a principal preocupação para sábado.

Os nove jogos que restam

Dos nove compromissos, quatro serão em Belém e cinco fora. Um levantamento sobre os calendários dos ameaçados aponta Remo e Internacional com a tabela mais pesada: os adversários dos dois somam, em média, 46,8% dos pontos disputados no campeonato.

  • Vasco x Remo, 10/10, São Januário
  • Remo x Red Bull Bragantino, Mangueirão
  • Cruzeiro x Remo, 23/10, Mineirão
  • Remo x Botafogo, 28/10, Mangueirão
  • Palmeiras x Remo, Allianz Parque
  • Remo x Chapecoense, 18/11, Mangueirão
  • Athletico-PR x Remo, Arena da Baixada
  • São Paulo x Remo, Morumbis
  • Remo x Corinthians, 2/12, Mangueirão

O encerramento, contra o Corinthians no Mangueirão, é o último confronto direto e pode decidir tudo. Para chegar lá ainda com chances, o torcedor azulino sabe que a reação precisa começar já em São Januário. O último jogo do Leão pode ser revisto na cobertura lance a lance do Diário de Remo x Grêmio.

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