O Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Cojan), do Sistema Integrado de Museus (SIM) da Secult-PA abre oficialmente sua programação deste ano com duas novas exposições: “Sou o espaço onde estou”, do artista carioca Leonardo Motta de Campos (AoLeo) e “Rastros Insulares” dos artistas franceses Philo Founier e Martine Bordenave. A abertura acontece no próximo dia 5 de fevereiro, terça-feira, às 19 horas com entrada franca.
“Sou o espaço onde estou”, que ficará até 10 de março no Laboratório das Artes do Cojan, nasceu de parte de um verso do escritor e editor francês Noël Arnou (1919 – 2003) que fala da relação entre o espaço em que estamos e nossas emoções.
AoLeo, pseudônimo que Leonardo Motta usa para assinar suas obras, apresenta na mostra uma pesquisa fotográfica realizada desde 2009 que reflete este pensamento, discutindo a relação do corpo com a paisagem por meio de um jogo de reflexão.
“As fotografias são pensadas e realizadas de modo que as imagens refletidas interajam diretamente com a paisagem. Para isso, os reflexos projetados na superfície são alinhados ao corpo e a elementos naturais, como troncos, galhos e rios”, explica.
AoLeo vive e trabalha no Rio de Janeiro onde cursou Licenciatura e Bacharelado em Artes Plásticas na URFJ e participou do Programa de Aprofundamento na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Entre as exposições e feiras que participou estão a Arte Fórum (URFJ), Arte BA (Buenos Aires), SPARTE, Residência Interações Florestais (Funarte , Terrauana), Experimentações (Galeria Progetti), Olheiro da Arte.
Rastros Insulares- A segunda exposição, “Rastros Insulares” de Philo Founier e Martine Bordenave com curadoria de Armando Queiróz, diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS), é uma parceira entre Aliança Francesa de Belém e Sistema Integrado de Museus (SIM) da Secult-PA. Resultado de memórias fotográficas dos artistas franceses, a exposição reúne imagens que retratam o modo de vida em vilas de pescadores de Bragança, no interior do Pará, no Brasil, e na Ilha de Príncipe em São Tomé e Príncipe, no continente africano.
“Essas duas comunidades estão na mesma latitude, então nasceu a ideia da exposição. São regiões que tem muitos pontos em comum como a língua portuguesa, mas também pontos de diferença como a origem indígena”, conta Philo Founier acrescentando que a intenção é mostrar também a vida simples destes trabalhadores, as suas dificuldades e a relação deles com a natureza.
A mostra, que já foi exibida na França e em São Tomé e Príncipe, terá também algumas obras inéditas. Entre os elementos retratados estão pinturas, esculturas, colagens e cerâmicas portuguesas dos séculos XVII e XX que remontam a origem colonial comum entre os dois países. A exposição vai até 3 de março na Sala Gratualiano Bibas do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas.
Serviço:
Exposição “Rastros Insulares” de Philo Founier e Martine Bordenave, na sala Gratualiano Bibas.
Exposição “Sou o espaço onde estou”, de AoLeo, no Laboratório das artes.
Abertura: 5 de fevereiro, ás 19h. Seguem até 3 e 10 de março de 2013, respectivamente.
Horário de Visitação: terças e sextas-feiras aberto de 10h às 18h, finais de semana e feriados das 10h às 14 horas.
Espaço Cultural Casa das Onze Janelas
PÇ. Fre Caetano Brandão, s/n- Cidade Velha. Entrada Franca.
Texto: Secult

