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Teatro Margarida Schivasappa completa 26 anos nesta terça-feira

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos

Um dos mais importantes Teatros do Pará completa nesta terça-feira (26), 26 anos, o Margarida Schivasappa. Localizado no andar térreo da Fundação Tancredo Neves, o Teatro foi inaugurado em 26 de fevereiro de 1987. O teatro é destinado a programações culturais de dança, música e artes cênicas, com projetos de ação que visam ampliar a visibilidade da cultura artística, dentro da política de ação da Fundação Tancredo Neves.

No momento o Margarida Schivasappa passa por reformas, iniciadas em julho de 2012 para atender melhor artistas e público. Já foram recuperados o telhado, que ganhou revestimento de telhas de fibrocimento e manta asfáltica para a impermeabilização. Passaram por reforma também os estofados, poltronas e toda a área cênica, incluindo uma descupinização de efeito prolongado que permitirá a conservação dos espaços e materiais técnicos dos teatros. O espaço também passou por uma reforma na parte hidráulica e elétrica, além da ampliação do número de lugares, com a aquisição de mais 50 poltronas, somando o total de 535 assentos.

Para a conclusão da obra ainda falta a chegada de equipamentos de cenotecnia, que correspondem às caixas de som, cortinas, tapetes, mesa de iluminação, refletores, entre outros materiais técnicos. O prazo para o término da obra é no mês de julho próximo. O valor da reforma chegou a R$ 2,5 milhões, incluindo aí também a reforma do Cine Líbero Luxardo, reinaugurado no último dia 12 de janeiro.

Margarida Schivasappa

Filha do comerciante italiano Henrique Schivasappa e da soprano Carina da Costa Schivasappa, Margarida Schivasappa nasceu no dia 10 de novembro de 1895, em Belém do Pará. Cantora, professora e folclorista, Margarida estudou no Instituto Carlos Gomes, diplomando-se posteriormente pelo Conservatório Nacional de Canto Orfeônico.

Além de sua contribuição para a difusão do canto no Estado, Schivasappa movimentou a vida cultural da cidade com a criação do Teatro do Estudante do Pará, o Norte Teatro Escola do Pará e o grupo Experimental de Teatro do Pará. A artista também realizou concentrações de corais com até 1500 vozes, no Teatro da Paz e em espaços públicos, como campos de futebol. Margarida foi membro da Comissão Paraense de Folclore, tendo publicado alguns trabalhos sobre essa matéria, e faleceu em 1968. (Agência Pará)

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