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“Black Mariachis” e “Zeromou” levam rock autoral para o Studio Pub

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
“Black Mariachis” e “Zeromou” levam rock autoral para o Studio Pub

Uma usa auto-falantes, fala sobre mulheres e adora distorções, a outra vai na maré da calmaria e aposta no psicodelismo, revivendo um tempo saudoso. No dia 7 de março, para quebrar a rotina das quintas-feiras se apresentam no projeto “Quintal Autoral” do Studio Pub as bandas “Black Mariachis” e “Zeromou”, às 21h. Ingressos a 5 reais.

A “Black Mariachis” existe desde que o vocalista Renan Leal ouviu o primeiro acorde distorcido e decidiu que um dia formaria uma banda pra se divertir no melhor modo “do it yourself”, o velho faça você mesmo. A banda existe desde 2012 quando encontrou o baterista Mateus Estrela e algum tempo depois o baixista Kauê Barp.

Black Rebel Motorcycle Club, Black Drawing Chalks, Stooges, Hellacopters, White Stripes, Interpol, Libertines são de cara as influências iniciais da “Black Mariachis” que flerta com sons dos anos 80,70 e 60, desde um rockabilly melindroso até um shoegazer obscuro.

“Nossas letras geralmente são sobre mulheres. Fica a cargo do ouvinte nos elevar ao nível de Vinícius de Moraes ou nos comparar ao Aviões do Forró, que talvez tenham letras mais legais para falar do assunto”, brinca Renan.

Outra característica da banda é o uso do auto-falante nos vocais. Segundo Renan esse recurso foi pensado para deixar o som mais interessante e quem sabe, no lucro, chamar atenção do público. “É bem provável que a escolha de usar esse recurso seja um produto de nossas mentes saudosistas”, diz.

Já a “Zeromou” começou em 2011 quando os amigos de escola começaram a ensaiar e criar suas próprias músicas. A banda é formada por Daniel Kahwage (guitarrista), Lucas Ferreira (guitarrista e tecladista), Marcos Carvalho (bateria) e Mateus Pratagy (baixista e vocalista).

“Black Mariachis” e “Zeromou” levam rock autoral para o Studio Pub

Segundo Mateus Pratagy as influências da banda são variadas, mas a principal é o psicodelismo. “Não escolhemos o modo como vamos soar, simplesmente deixamos rolar, sendo isso bom ou ruim”, afirma. Pink Floyd, Tame Impala, Camel, Erasmo Carlos, Júpiter Maçã, Mutantes, Cidadão Instigado são os sons que costumam tocar na reunião da banda ou que simplesmente os inspiram na hora de criar.

A preocupação da banda não é focada somente no instrumental, mas nas letras, na construção de canções que falem com o ouvinte de uma forma poética e livre. “As palavras surgem das sílabas que vão se encaixando com a melodia de uma forma meio dadaísta até, então às vezes a poesia pode não parecer fazer muito sentido”, diz Pratagy.

“Zeromou” não tem um significado profundo ou misterioso, é apenas um neologismo criado pelos integrantes, que demonstra a proposta da banda de reinventar significados, falar sobre coisas do cotidiano com um pouco mais de sensibilidade, com a intenção de enxergar além de apenas olhar.

Serviço

No dia 7 de março, para quebrar a rotina das quintas-feiras se apresentam no projeto “Quintal Autoral” do Studio Pub as bandas “Black Mariachis” e “Zeromou”, às 21h.

Ingressos a 5 reais (Rua Presidente Pernambuco nº 277).

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