Na reunião pública sobre o projeto BRT Belém que ocorreu na noite desta quarta-feira (28), no Hangar, o prefeito Zenaldo Coutinho anunciou que até junho deste ano espera construir os dois elevados no Entroncamento e romper o contrato de execução das obras com a empresa Andrade Gutierrez. Firmada na gestão anterior da Prefeitura de Belém, a ordem de serviço é de aproximadamente R$ 400 milhões, com obras planejadas entre São Braz e Icoaraci. Em seguida, a prefeitura abrirá novo processo licitatório visando à conclusão dos serviços até 2016.
Zenaldo Coutinho afirmou que as obras do BRT Belém, suspensas desde dezembro, deverão ser retomadas em março. A conclusão dos serviços no Complexo do Entroncamento, a primeira parte do projeto, está prevista para junho. A Andrade Gutierrez não quis se manifestar, ontem, no Hangar, sobre a afirmação do prefeito, mas poderá fazê-lo em breve. A Prefeitura deve R$ 56 milhões à empresa. A nova licitação para o projeto envolverá obras nas avenidas Almirante Barroso e Augusto Montenegro - até Icoaraci - e de São Brás até o Ver-o-Peso.
'Estamos levantando as obras executadas na gestão anterior e com relação a esse débito temos o apoio do Governo do Estado', observou Zenaldo Coutinho.
A prefeitura de Belém vai substituir as muretas de concreto na pista da avenida Almirante Barroso por telas isolantes. As muretas deverão ser aproveitadas na rua Yamada, no Benguí, que vai entrar em obras pelo Governo do Estado, e na avenida João Paulo II. As estações deixarão de ser cilindricas e ganharão estética regional.
No evento de ontem, o coordenador do Programa Ação Metrópole, do Governo do Estado, César Meira, ratificou a integração do BRT-Belém com o BRT Metropolitano, reunindo R$ 1 bilhão em investimentos, inclusive, recursos da Jica (agência de desenvolvimento do Japão). Ao lado do cônsul geral adjunto do Japão no Pará, Rei Oiwa, e do superintendente regional da Caixa Econômica Federal, Evandro Lima, o representante do Ação Metrópole destacou as vias alternativas ao BRT Metropolitano (de Marituba ao Centro de Belém): João Paulo II e Independência.
Dificuldades
São três as dificuldades enfrentadas pela Prefeitura de Belém para encaminhar as obras do BRT Belém, segundo Zenaldo Coutinho: ações judiciais do Ministério Público Federal e do Ministério Público Estadual questionando desde o processo licitatório do projeto, necessidade de adequação às exigências do Ministério das Cidades - o que já começou a ser providenciado pela Amub, como disse a superintendente Maísa Tobias - e pagamento da dívida com a empresa contratada. A prefeitura negocia a continuação das obras com financiamento de recursos públicos feito pela Superintendência da Caixa Econômica Federal e Ministério das Cidades, com a parceria do Governo do Estado. Em breve, será firmado um Termo de Ajustamento de Conduta entre as partes para conclusão da primeira fase do projeto (Entroncamento) até junho.
Informações de O Liberal

