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O “Crowdfunding” agora tem sua versão paraense

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
O “Crowdfunding” agora tem sua versão paraense

Na efervescente cena cultural do Pará existem muitos projetos para produção de moda, games, design, artesanato, quadrinhos, gastronomia e outros segmentos que enfrentam barreiras para conseguir financiamento bancário ou patrocínio, principalmente nesses casos, o “crowdfunding” ou financiamento coletivo, pode ser uma importante ferramenta para fazer o projeto sair do papel. Agora o Pará tem uma empresa que trabalha com esse tipo de iniciativa, a “Eu Patrocino”.

O crowdfunding é o processo de pedir ao público doações em dinheiro para empreendedores investirem em novos projetos. Assim o empreendedor pode se concentrar em expor suas ideias diretamente aos usuários na web, que irão prover apoio financeiro. Segundo Paulo Matos da “Eu Patrocino” a maioria das pessoas gosta da ideia do financiamento coletivo, acha interessante e até se empolga para criar ou patrocinar um projeto, mas parte do público tem resistência em fazer transações financeiras pela internet.

“Acho que essa é a maior barreira, já tivemos casos de gente que queria dar o dinheiro só se fosse pessoalmente para o dono do projeto e não aceitava fazer o cadastro no site para fazer a transação online”, diz. Nesses casos a empresa aconselha os donos do projeto a fazerem o cadastro no site junto com o patrocinador, gerar o boleto bancário, pegar o dinheiro e fazer o pagamento para que se possa computar o apoio.    

crowdfunding

Desde o começo a empresa teve experiências importantes como o projeto da compra da Capela Pombo realizada junto com o Fórum Landi, que não alcançou o objetivo em termos de arrecadação, mas foi importante para sensibilizar os órgãos públicos para o estado de abandono de um importante patrimônio histórico e após o lançamento da campanha e das primeiras doações, o Fórum Landi conseguiu que a UFPA comprasse a Capela.

Outro momento importante nesse um ano e meio de existência da “Eu Patrocino” foi quando conseguiram financiar a “VIII Edição do Turismo em debate”. Recentemente partiram para mais um desafio e se tornaram uma das empresas da “Casa da Cultura Digital Pará” junto com outras empresas como a “SB Virtual”, a “MF Consultoria” e o “Estúdio Fotográfico MGN”, que buscam desenvolver empreendimentos, projetos e ideias ligadas à cultura digital no Estado.

“Pretendemos viabilizar alguns projetos da Casa através de financiamento coletivo, a administração do espaço é baseada em colaboração, o nosso produto é baseado em colaboração, acho que estamos em sintonia. Além disso, somos uma empresa de tecnologia e podemos agregar nossa experiência para as empresas que já estão por lá”, diz Paulo.

Para solucionar as dúvidas

No dia 21 de março acontecerá o evento “Queremos em Belém - Como financiar seu projeto através do Crowdfunding” que ajudará produtores, empresários, artistas e sociedade em geral conhecer melhor a plataforma de financiamento coletivo. O evento acontece na Estação Gasometro, às 19h. A entrada é franca.

A programação contará com o palestrante Pedro Seiler (RJ) Co-fundador do site “Queremos”, que trabalha com a plataforma de financiamento coletivo para realizar shows musicais. Além dele o encontro terá convidados especiais como o Jornalista Anderson Jor que publicou o livro “Bêbado Gonzo” pelo sistema de crowdfunding, Francisco Chagas responsável pela “VIII Edição do Turismo em debate” que também conseguiu alcançar a meta de doações.

Outra convidada especial será Kamila Brito, uma das fundadoras da Casa da Cultura Digital Pará, que contará sobre a experiência que teve com os membros da Casa da Cultura Digital de São Paulo no processo de crowdfunding que conseguiu realizar o projeto do ônibus hacker, que viaja o Brasil levando palestras, ações e oficinas de tecnologia para a sociedade.

Texto: Monique Malcher

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