Rogério Tolentino, ex-advogado de Marcos Valério, teve sua prisão determinada nesta quinta-feira (12) pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, que também determinou, um pouco antes, o fim da Ação Penal 470 para Tolentino. Assim, foi encaminhado o mandado de prisão para a Polícia Federal.
O advogado recebeu uma condenação de seis anos e dois meses de prisão por corrupção passiva e lavagem dinheiro, pena que deve ser cumprida imediatamente, de acordo com Barbosa.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dá seu parecer defendendo a transferência de Rogério Tolentino para Minas Gerais antecipadamente, isto porque o pedido foi enviado ao STF nesta semana.
A transferência possibilitaria que o condenado fosse preso perto de seus familiares, e afirmou que “ausente o motivado interesse da administração em contrário, o princípio da ressocialização na execução da pena e o direito do preso à assistência familiar impõem que seja concedido o cumprimento em local que possibilite o convívio familiar”. Porém, ainda não foi confirmado se o advogado realmente vai ser transferido.
Na semana passada, Simone Vasconcelos e Kátia Rabello, também condenadas no processo do mensalão, tiveram transferência para Belo Horizonte aprovada por Joaquim Barbosa. As duas se apresentaram inicialmente à Polícia Federal mineira, no dia 15 de novembro, mas logo foram transferidas para Brasília junto com os outros condenados.

