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Polícia pede prisão do suspeito de matar cinegrafista da Band

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Polícia pede prisão do suspeito de matar cinegrafista da Band

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta segunda-feira, (10), que vai pedir até o fim da noite durante o plantão judiciário, a prisão temporária por 30 dias do suspeito de ter acionado o rojão que atingiu na quinta-feira, (6), o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, cuja foi declarada morte cerebral nesta manhã. O suspeito foi reconhecido por fotografia e em vídeos veiculados pela imprensa pelo tatuador Fábio Raposo, preso no domingo, (9), sob acusação de envolvimento no crime. O reconhecimento foi feito na penitenciária Bandeira Estampa, em Bangu, na zona oeste do RJ, para onde Fábio foi transferido.

"Já tínhamos informações de inteligência sobre o suspeito. Com a ajuda do advogado de Raposo, chegamos à identificação dele. Contudo, ainda precisávamos que Raposo fizesse um reconhecimento do suspeito por foto, o que ocorreu nesta tarde. Temos convicção de que o suspeito é quem acionou o rojão”, disse o delegado responsável pela investigação, Maurício Luciano de Almeida da 17.ª DP, em São Cristóvão. Ele disse que só irá divulgar o nome e a foto do suspeito caso a prisão seja decretada pela justiça.

Assim como Fábio, o suspeito foi indiciado por homicídio doloso, agravado pelo uso de explosivo e pelo crime de explosão. Se condenados, as penas podem chegar a 35 anos de prisão. Ao ser ouvido na cadeia, Raposo disse que o suspeito tem perfil violento, além de ter um grande porte físico, ele se envolvia constantemente em brigas durante as manifestações.

"Foi um homicídio intencional. Ao utilizarem o rojão na manifestação, os dois pretendiam atingir as forças policiais. A intenção era ferir ou matar. Infelizmente, o cinegrafista foi colocado na linha de tiro com a deflagração do rojão. Se, durante as investigações, ficar provado que os dois se uniam de forma estável e duradoura para praticar crimes nos protestos, eles também poderão ser indiciados por organização criminosos", afirmou o delegado.

Ele criticou a legislação atual, que permite a qualquer maior de 18 anos comprar rojões do tipo que vitimou o cinegrafista, conhecido como “treme-terra” ou “rojão de vara”, o artefato é letal. A polícia já levantou o endereço do suspeito, em relação à oferta do presidente Dilma Rousseff de colaboração da Polícia Federal na investigação, o delegado disse que não teria problema em aceitar a ajuda, mas ressaltou que a Polícia Civil cumpriu o seu trabalho.

Durante a tarde, cerca de 50 repórteres-fotográficos e cinegrafistas se reuniram ao redor da Igreja da Candelária, no centro do Rio, para prestar uma homenagem ao cinegrafista Santiago Andrade. No ato simbólico, os jornalistas tiraram uma foto sem seus equipamentos de trabalho, que foram colocados no chão. Depois, os profissionais seguiram para acompanhar a manifestação programada para as 18h desta segunda, na praça em frente à sede do Comando Militar do Leste, mesmo local onde o cinegrafista foi atingido pelo rojão.

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