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Comissão de Constituição e Justiça rejeita redução de maioridade penal para 16 anos

Diário 24 Horas
Atualizado há quase 5 anos
Comissão de Constituição e Justiça rejeita redução de maioridade penal para 16 anos

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça do Senado) rejeitou nesta quarta-feira (19/2) proposta que reduziria a faixa etária de 18 para 16 anos em crimes hediondos e casos específicos. Ao final da votação, por 11 votos a 8 foi derrubada a PEC 33/2012, mesmo tendo como contribuição a favor o voto do relator,  o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

O autor da PEC, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) disse que apresentará recurso para levar o assunto ao plenário. O Regimento Interno do Senado permite que uma matéria não aprovada pela CCJ avance se houver requerimento assinado por nove senadores. Há outras propostas de emenda sobre o tema em tramitação na Casa.

O texto de Nunes abria a possibilidade de a Justiça imputar penas mais severas a adolescentes envolvidos em crimes como homicídio qualificado, extorsão mediante sequestro e estupro. Para isso, seria preciso que um laudo médico comprovasse a compreensão do adolescente sobre a gravidade do delito, além de um pedido apresentado por promotor da infância e da juventude e julgado por juiz de vara especializada na área. O menor de 18 anos ficaria ainda em estabelecimento prisional específico, separado de presos adultos, segundo a proposta.

Eduardo Braga (PMDB-AM) considera inviável enfrentar a criminalidade juvenil com a redução da maioridade penal. Para o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), reduzir a maioridade penal seria inconstitucional porque atentaria contra direitos e garantias individuais, consolidados como cláusula pétrea.

Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que  a idade mínima de 18 anos não é um dispositivo constitucional proibido de ser mudado. Com a rejeição da PEC, seguem as discussões sociais para uma reforma da maioridade penal sobre o tema redução penal. 

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