O governo italiano voltou a pedir nesta quarta-feira (9) ajuda urgente da Europa, depois de ser resgatado quase 4.000 imigrantes em apenas 48 horas, seis meses depois dos naufrágios que deixaram 400 mortos.
"Os desembarques não param e a urgência é cada vez mais flagrante: dois navios mercantes estão socorrendo dois barcos com 300 e 361 pessoas a bordo. Parece que há pelo menos um cadáver", falou o ministro do interior italiano, Angelino Alfano.
"Resgatamos mais de 2.500 pessoas nas últimas 48 horas e outras operações, realizadas por navios mercantes, estão em curso, ou seja, um total de 4.000 pessoas", disse à AFP um porta voz da Marinha.
"Este é o número mais importante registrado em 48 horas desde o início da operação Mare Nostrum", finalizou.
A operação Mare Nostrum foi lançada pela Itália para evitar novas tragédias depois dos naufrágios de outubro de 2013, perto da ilha de Lampedusa e da ilha de Malta, que mataram cerca de 400 imigrantes.
"A Itália está submetida a uma pressão migratória muito forte que chega da Líbia", falou o ministro.
De acordo com Alfano, entre 300.000 e 600.000 imigrantes estariam dispostos a embarcar da Líbia para a Europa.
"A Europa deve assumir a situação. Não pode dizer que entregando 80 milhões de euros a Frontex (a agência de vigilância das fronteiras europeias) o problema está resolvido".
Itália pede ajuda para a Europa após resgatar 4.000 imigrantes em 48 horas

•Atualizado há quase 5 anos

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