Anvisa bloqueia o uso do "Zoom" como ferramenta para videoconferência

As falhas foram identificadas ainda no fim de semana, mas somente na segunda-feira (6) a Anvisa se pronunciou sobre o caso.
As falhas foram identificadas ainda no fim de semana, mas somente na segunda-feira (6) a Anvisa se pronunciou sobre o caso.

O aplicativo de videoconferências “Zoom” foi bloqueado para uso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. O órgão utilizava a ferramenta para as reuniões entre equipes em teletrabalho em meio à pandemia do coronavírus, mas foi detectado que o app apresenta “falhas gravíssimas de segurança”.

Assim, a Agência solicitou que todos os seus servidores desinstalassem imediatamente o Zoom de seus computadores, por conter brechas para a atuação de hackers. O anúncio foi feito pela Anvisa na última segunda-feira (6) informando que as falhas de segurança “permitem o acesso não autorizado à câmera e ao microfone, viabilizando o roubo das credenciais dos usuários e de informações trocadas nas reuniões”.

As informações sobre os erros encontrados pela Anvisa foram relatados no portal da agência na internet, solicitando o uso de uma plataforma corporativa que permite as videoconferências por seus servidores para manter em segurança seus arquivos e softwares.

De acordo com o órgão brasileiro, a própria Zoom teria reconhecido a falha no sistema. Para se ter uma dimensão do uso do aplicativo, em pouco mais de um mês, o Zoom passou de apenas 10 milhões para 200 milhões de usuários. Apenas no Brasil, mais de 290 mil downloads do app foram realizados. Outros países, como os EUA, também presenciaram falhas no aplicativo e irão investigar as falhas de segurança.

Em tempos de trabalho home office, aulas e palestras online para este período de quarentena, a Zoom informou que irá focar em medidas de segurança para dar continuidade ao aplicativo. Enquanto isso, outras ferramentas podem substituir a plataforma, como o Microsoft Teams, e Google Hangouts.

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