Winona Ryder e Vanessa Paradis defendem Johnny Depp em julgamento: "nunca foi violento"

 Ex-companheiras testemunharam a favor do ator em julgamento contra o jornal The Sun.
Ex-companheiras testemunharam a favor do ator em julgamento contra o jornal The Sun.
PorMarcos Henderson14/05/2020 11h21

Johnny Depp move um processo contra o jornal The Sun por um artigo publicado em abril de 2018 em que, teoricamente, difama sua imagem. Como parte do testemunho ao seu favor, o ator contou com o apoio de Winona Ryder e Vanessa Paradis, que já se envolveram romanticamente com ele no passado. O artigo em questão falava sobre a "discutível" escolha de J.K. Rowling em escalar Depp para o filme "Animais Fantásticos" e referenciava as alegações da atriz Amber Heard contra o ex-marido.

Na declaração oficial, Paradis disse que conhece Depp há muito tempo e jamais enxergou a violência nele. "Somos parceiros há 14 anos e criamos nossos dois filhos juntos. Durante todos esses anos, eu sabia que Johnny era uma pessoa e um pai gentil, atencioso, generoso e não violento", disse, também garantindo que jamais foi violentada pelo ator. 

Ryder, que se relacionou com Johnny Depp nos anos 90, também seguiu discurso semelhante, afirmando que não consegue entender as alegações de Heard. "Ele nunca foi violento comigo. Ele nunca foi, nunca abusou de jeito nenhum de mim", testemunhou a atriz.

Após a audiência, realizada na quarta-feira (13), um porta-voz de Heard comentou as declarações: "Em relação às evidências de Vanessa Paradis e Winona Ryder, estamos felizes por eles não terem a mesma experiência que a sra. Heard. No entanto, a experiência de uma mulher não determina a experiência de outra mulher". 

O casamento de Johnny Depp e Amber Heard foi extremamente complicado e continua rendendo problemáticas para o ator, que a conheceu nos sets de "Diário de um jornalista bêbado", em 2011, quando ainda era casado com Paradis. Eles assumiram romance em 2012, após divórcio de Depp, e em maio de 2016, Amber anunciou a separação. Cerca de uma semana depois, ela acusou o ex-marido de agressão física, garantindo uma medida restritiva e, posteriormente, um acordo de US$ 7 milhões do divórcio, valor que foi doado para a American Civil Liberties Union e para o Hospital de Crianças de Los Angeles.

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson