Fãs de BTS defendem ida de Jungkook a club: "A Coreia nunca esteve em Lockdown"

Internautas apontam sensacionalismo do tabloide Dispatch e criticam os haters.
Internautas apontam sensacionalismo do tabloide Dispatch e criticam os haters.

A Coreia do Sul sofreu um aumento repentino no número de casos da Covid-19, depois que um paciente infectado visitou casas noturnas no bairro de Itaewon, em Seul. Nesta segunda-feira (18), foi confirmado pelo tabloide coreano Dispatch que Jungkook, do BTS, Mingyu do SEVENTEEN, Jaehyun, do NCT e Cha Eun Woo, do ASTRO, frequentaram um restaurante e dois bares na mesma região com foco do vírus, da noite de 25 de abril até o amanhecer do dia seguinte. 

O caso do paciente diagnosticado com Covid-19, entretanto, aconteceu depois, em 2 de maio, e a confirmação do exame aconteceu em 6 de maio, o que levou as autoridades a determinarem que quem visitasse instalações de entretenimento (categoria que inclui clubes, bares e muito mais) em Itaewon, entre 24 de abril e 6 de maio, se abstenha de sair de casa.

O curioso desta história é que as agências responsáveis pelos astros fizeram o possível para abafar a curtição noturna na época, afirmando que não poderiam verificar o fato pois estariam mexendo com a vida pessoal dos artistas. Nesta segunda-feira (18), com o relatório do Dispatch no ar, as agências mudaram o posicionamento e decidiram publicar declarações oficiais sobre o episódio, também aproveitando para confirmar que os músicos testaram negativo para o novo coronavírus. 

Nas redes sociais, fãs de BTS discutem sobre a atitude de Jungkook, e entre os milhares de comentários, é possível encontrar diversas pessoas minimizando o caso e, por vezes, criticando quem não gostou da ida do cantor às instalações de entretenimento durante a quarentena, já que a Coreia do Sul se tornou um dos maiores exemplos de contenção da Covid-19, graças aos testes em massa e a experiência dos infectologistas, médicos, enfermeiros e a própria população com surtos passados causados pelo coronavírus, a SARS, em 2002, e a MERS, em 2015. 

"Lembrando, tudo estava aberto no país, não tinha nada fechado e como uma army que mora na Coréia disse, 90% das pessoas ja não estavam mais praticando distanciamento social, ou seja, não falem bosta de nenhum deles", disse um usuário do Twitter.

"Os meninos erraram em ter saído? Sim, mesmo a Coréia não estando em quarentena a recomendação da OMS é manter o distanciamento social. Mas todo mundo tá esquecendo que eles são humanos. Os meninos estão sofrendo um hate absurdo por causa disso", apontou outro internauta, mais dividido.

"Quando vcs vão entender que ele fez isso antes do primeiro caso ser confirmado, a coreia não está como o brasil, E ELE NÃO EH UM BONECO, PAREM DE QUERER PRIVAR ELE EH ADULTO FAZ O QUE BEM QUISER", esbravejou outro fã, seguindo uma onda de defesa absoluta ao integrante do BTS na plataforma. 

É compreensível o apoio aos ídolos, sobretudo com base na forma que a Coreia do Sul está conduzindo a pandemia, mas a partir do momento em que um artista se torna uma figura de influência mundial, é preciso ter um cuidado redobrado com as ações, principalmente quando se trata de um período tão caótico. Isto é, se você é um ídolo internacional, certamente sofrerá algum tipo de represália ao cair na curtição noturna enquanto milhões de pessoas choram. 

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