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Super Bowl LX: Green Day e Bad Bunny comandam os shows da NFL em Santa Clara

Super Bowl LX: Green Day e Bad Bunny incendeiam o Levi's Stadium neste domingo. Saiba tudo sobre os shows históricos e a final entre Patriots e Seahawks.

Super Bowl LX: Green Day e Bad Bunny comandam os shows da NFL em Santa Clara
A grande expectativa da noite é o porto-riquenho Bad Bunny. Imagem: Divulgação - Apple

A noite deste domingo, 8 de fevereiro de 2026, marca um capítulo inédito e eletrizante na história da NFL. O Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, não é apenas o palco da revanche entre New England Patriots e Seattle Seahawks pelo troféu Vince Lombardi no Super Bowl LX, mas também o epicentro de uma revolução cultural televisionada para milhões de espectadores. Com uma mistura explosiva de punk rock local e reggaeton global, a liga aposta alto na diversidade e na energia rebelde de Green Day e Bad Bunny.

Punk Rock na Abertura: O Retorno aos Gramados da Bay Area

Antes mesmo do kickoff, a atmosfera em Santa Clara irá vibrar com a distorção das guitarras. O Green Day, lendas locais formadas na vizinha Berkeley, tem a honra de abrir os trabalhos com uma performance na cerimônia pré-jogo. Liderados por Billie Joe Armstrong, o trio trouxe a atitude necessária para celebrar a 60ª edição do evento. A escolha da banda não foi apenas geográfica, mas estratégica, conectando a tradição do rock de estádio com a identidade da região.

A apresentação, inicia às 20h(horário de Brasília), servindo como um esquenta de luxo. Fãs especulavam há semanas sobre o setlist, e a banda promete não decepcionar mesclando hinos geracionais como "Basket Case" com mensagens afiadas, fiéis ao seu estilo politizado. A presença do Green Day também gerou burburinho nas redes sociais, especialmente após comentários recentes de figuras políticas conservadoras criticando a escolha da NFL por artistas abertamente engajados.

Bad Bunny e o Show do Intervalo: Uma Festa Latina Sem Fronteiras

Se o rock abriu a noite, o ritmo latino promete dominar o momento mais aguardado da televisão mundial. Bad Bunny, o astro porto-riquenho que redefiniu as paradas globais, é a atração principal do Apple Music Super Bowl Halftime Show. A expectativa é monumental: Benito Antonio Martínez Ocasio torna-se hoje o primeiro artista latino solo a comandar o espetáculo inteiramente em espanhol, um marco cultural que reflete a nova cara da América.

Chegando ao palco embalado pelo sucesso estrondoso de seu recente álbum, "Debí Tirar Más Fotos" — que acaba de fazer história no Grammy como Álbum do Ano —, o "Coelho Mau" prometeu uma "festa gigante" sem dar spoilers. Rumores de bastidores indicam uma produção visualmente deslumbrante, celebrando a herança caribenha com uma energia contagiante. A performance deve percorrer sua carreira meteórica, desde o trap latino até os hits de verão que dominaram o mundo, consolidando sua posição como um dos maiores ícones pop da década. A apresentação está prevista para às 22h.

Hinos e Emoção Antes da Bola Voar

A cerimônia oficial contou ainda com momentos de pura emoção vocal. Charlie Puth, conhecido por seu ouvido absoluto e hits pop, foi o encarregado de entoar o Hino Nacional dos Estados Unidos, trazendo uma interpretação técnica e emotiva. Já a aclamada Brandi Carlile emocionou o estádio com "America the Beautiful", enquanto Coco Jones brilhou com uma interpretação poderosa de "Lift Every Voice and Sing", reafirmando o compromisso da liga com a representatividade.

O Jogo: Patriots vs Seahawks

Enquanto a música define o tom do espetáculo, o campo promete uma batalha tática. O confronto entre New England Patriots e Seattle Seahawks evoca memórias dramáticas do Super Bowl XLIX, criando uma narrativa de rivalidade que apimenta ainda mais a noite. No entanto, para muitos dos mais de 100 milhões de espectadores, o placar final pode acabar ficando em segundo plano diante do impacto cultural das apresentações.

Neste domingo, a NFL mostra que o Super Bowl LX é muito mais que futebol americano. É um palco onde o punk da Califórnia aperta a mão do reggaeton de Porto Rico, celebrando um mundo onde as fronteiras musicais e culturais se dissolvem em meio a luzes, fogos de artifício e touchdowns.

Imagem do autor Bruna Pinheiro
Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1

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