Felipe Dylon elogia Bolsonaro, LS Jack e mostra que parou no tempo em entrevista a Chico Barney

Músico menciona artistas e acontecimentos do início do milênio em entrevista sobre a atualidade
Músico menciona artistas e acontecimentos do início do milênio em entrevista sobre a atualidade
PorMarcos Henderson28/05/2020 11h20

Em entrevista concedida ao colunista do Uol, Chico Barney, Felipe Dylon falou sobre a carreira artística, política e os projetos atuais, além de expor suas opiniões sobre a crise gerada pela pandemia da Covid-19. Aos 32 anos, o músico fez sucesso de 2004 a 2006, com os álbuns "Felipe Dylon" e "Amor de Verão", mas depois decidiu deixar a carreira musical encostada para se dedicar à atuação, desaparecendo do radar dos famosos desde então e mostrando, com o recente bate-papo, que parece ter estacionado no tempo.  

Isso porque em determinado momento, quando se considerou um artista com "proposta mais musical", ele foi questionado sobre o assunto e revelou quais eram suas atuais referências de musicalidade, citando LS Jack, Fresno, NX Zero e até Chorão, falecido em 2013. "Eu acho que o Chorão é um grande artista", disparou o músico, que logo no início, quando Barney perguntou sobre como ele estava lidando com a pandemia, Dylon fez questão de mencionar o presidente Jair Bolsonaro como figura que estava ajudando o país a crescer e, repentinamente, foi surpreendido pelo vírus. 

"A gente vê que muitas coisas que o país tava vindo, lutando, e outras coisas em si que... No caso, a economia do país voltando a crescer, a política voltando a se organizar. E, pô, logo na hora que o Bolsonaro entrou, né, cara", indagou o músico, aumentando os elogios em seguida e afirmando que o presidente tem uma "pegada boa", mesmo termo utilizado para referir-se aos grupos e artistas mencionados anteriormente. 

Em várias outras ocasiões na entrevista, Dylon cita episódios de 15 anos atrás e parece não ter referências atuais nem de si próprio, a exemplo de quando reforçou a qualidade de seu trabalho relembrando shows de 2005 no Japão e afirmando que, recentemente, foi aos Estados Unidos realizar um curso de canto "com o professor do Bon Jovi".  

Internautas não acreditaram quando viram as respostas de Felipe Dylon e já levantaram o nome do artista entre os assuntos do momento no Twitter, com diversas críticas, sobretudo por causa do apoio a Bolsonaro, que repercute negativamente no mundo inteiro em meio à pandemia. Alguns são mais agressivos e fazem questão de atribuir a Dylon uma carreira fracassada, entre outros adjetivos nada amigáveis. Confira algumas reações:

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Sobre o autorMarcos Henderson
Publicitário, músico e, aqui, escrevo sobre o que as diferentes culturas têm a nos dizer. Como artista, celebro a força da arte e conto histórias do entretenimento. Twitter: @marhoscenderson