Abraham Weintraub sai do MEC e irá para o Banco Mundial

O vídeo foi compartilhado nas redes sociais às 16h desta quinta-feira, 18.
O vídeo foi compartilhado nas redes sociais às 16h desta quinta-feira, 18.
PorBruna Pinheiro18/06/2020 17h14

Abraham Weintraub deixou hoje o Ministério da Educação, conforme noticiado ontem aqui no Diário 24 Horas. A saída de Weintraub ocorre após uma série de crises envolvendo o nome do ex-ministro com outras instituições, como a ofensa que cometeu contra chineses e as investigações abertas contra ele.

O vídeo informando a saída de Weintraub foi publicado por ele mesmo em suas redes sociais, em que fala sobre sua exoneração do cargo ao lado do presidente Jair Bolsonaro e informa que fará a transição de posto a partir de agora para o ministro que vier, seja ele interino ou definitivo. Apesar de não falar sobre os motivos de sua saída, ele informa que seguirá para o Banco Mundial, para o cargo de diretor: "Neste momento, não quero discutir os motivos da minha saída, não cabe. O importante é dizer que recebi convite para ser diretor de um banco, eu já fui diretor de um banco no passado, volto ao mesmo cargo, porém no Banco Mundial. O presidente já referendou. Obrigado, presidente. E, com isso, eu, a minha esposa, os nossos filhos e até a nossa cachorrinha Capitu, a gente vai poder ter a segurança que hoje tá me deixando muito preocupado".

Ao todo, Abraham passou 14 meses no cargo, e sempre se mostrou um fiel seguidor de Bolsonaro e das ações do governo: "Estou fechando um ciclo, presidente, e começando outro. Claro que sigo apoiando o senhor, presidente Bolsonaro, como fiz nos últimos três anos. Neste período, eu vi um patriota que defende os mesmos valores que eu sempre acreditei: família, liberdade, honestidade, franqueza, o patriotismo e que tem Deus no coração.".

Histórico de crises e investigações

No período de 1 ano e 2 meses, Weintraub ocupou o Ministério da Educação no lugar de Ricardo Vélez Rodríguez, e acumulou conflitos com as comunidades chinesa e judaica no Brasil. No caso da ofensa a comunidade chinesa, o depoimento à PF foi uma carta escrita. 

Além disso, no vídeo divulgado da reunião ministerial do dia 22 de abril, o ex-ministro aparece defendendo a prisão de ministros do Supremo Tribunal Federal e os chamando de "vagabundos". Pelo vídeo, o ministro do STF Celso de Mello disse ver possível crime de injúria por parte de Weintraub.

No último domingo (14), o ex-ministro também participou de uma manifestação com pautas antidemocráticas e inconstitucionais em Brasília sem a utilização de máscara e, por isso, foi multado. Por fim, Weintraub também é investigado no inquérito das Fake News, apesar da tentativa do ministro da Justiça de utilização de um habeas corpus.

+Abraham Weintraub

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Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1