Coronavírus: OMS afirma que vacina testada no Brasil é a mais avançada até o momento

No Brasil, a vacina é testada em três mil voluntários em São Paulo e no Rio de Janeiro
No Brasil, a vacina é testada em três mil voluntários em São Paulo e no Rio de Janeiro
PorBruna Pinheiro27/06/2020 12h33

A Organização Mundial da Saúde informou na sexta-feira (26) que a vacina da Oxford testada no Brasil é a mais avançada até agora para o combate do novo coronavírus. Esta vacina tem se destacado como a mais avançada e deve ter os seus resultados da fase dois divulgados em breve.

A informação foi dada pela cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, quando perguntada por uma jornalista se a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford teria o maior nível de compromisso global, levando em consideração tanto do ponto de vista financeiro quanto de alcance geográfico. 

De acordo com as informações, os pesquisadores estão planejando ampliar a fase três para muitos países, levando em consideração que as fases um e dois já foram realizadas no Reino Unido, Brasil e África do Sul. No total, há mais de 200 vacinas sendo testadas no mundo, um corrida internacional em prol de combater o vírus. OMS visa garantir a entrega da vacina até o fim do ano que vem, com mais de 2 bilhões de doses, sendo metade para países de baixa a média renda.

Aqui, a vacina está sendo aplicada desde o dia 19 de junho em três mil voluntários no Rio de Janeiro e em São Paulo, todos entre 18 e 55 anos que não tenham contraído a doença. Apesar dos testes já realizados no Brasil, segundo Soraya Smaili, reitora da Unifesp, universidade responsável pelos estudos clínicos com o imunizante em São Paulo, reforçou que é preciso ter cautela e que o estudo será dentro do prazo normal de até um ano seguindo o protocolo de pesquisa. Em entrevista à Folha de São Paulo, Smaili afirmou: “É preciso que tenhamos o pé no chão para não criar falsas expectativas, pois não adianta correr e o resultado ser inconclusivo”. 

Mesmo com os testes no Brasil e a procura por produção de uma vacina eficaz, o país não fazia parte da inciativa lançada em abril pela OMS para desenvolver a vacina, mas ontem (26) o diretor-geral, Tedros Adhanom, confirmou que o governo brasileiro pediu para se juntar ao projeto e será bem-vindo.

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Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1