Auxílio Emergencial: Bolsonaro confirma a prorrogação do pagamento e novo valor

Além da prorrogação do Auxílio, o presidenta também informou que a Reforma Administrativa será enviada para o Congresso.
Além da prorrogação do Auxílio, o presidenta também informou que a Reforma Administrativa será enviada para o Congresso.
PorBruna Pinheiro01/09/2020 11h31

O presidente Jair Bolsonaro confirmou hoje (1) que o Auxílio Emergencial será prorrogado por mais quatro meses para as famílias que fizeram a solicitação do programa durante a pandemia.

Criado em abril, o benefício visa atender trabalhadores informais que perderam a sua renda devido à pandemia do novo coronavírus. Inicialmente, a ajuda deveria ser feita em três parcelas de R$600, finalizando em julho. Mas a medida foi prorrogada para mais duas parcelas do mesmo valor e agora, rediscutida para uma nova prorrogação com valor menor.

Conforme divulgado anteriormente por ele e seus assessores, o valor do auxílio não será mais de R$ 600 como nas parcelas anteriores. Para manter a ajuda pelos próximos meses, o valor pago será de R$ 300.

O anúncio foi feito após uma reunião do presidente com ministros e parlamentares no Palácio da Alvorada nesta manhã de terça-feira. A manutenção do auxílio e o seu novo valor já eram aguardados há semanas, mas as negociações tramitavam no governo em paralelo com o novo programa "Renda Brasil". O auxílio de R$ 300 custa R$ 25 bilhões aos cofres públicos por mês, dado o alto número de solicitantes.

"Agora resolvemos prorrogá-lo [o auxílio] por medida provisória até o final do ano. O valor definido agora há pouco é um pouco superior a 50% do Bolsa Família. R$ 300 reais", informou o presidente durante o anúncio. "O valor como tínhamos dizendo, R$ 600 é muito para quem paga, no caso o Brasil. Podemos dizer que não é um valor suficiente muitas vezes para todas as necessidades. Mas basicamente atende", concluiu.

Além disso, o presidente também anunciou que Reforma Administrativa do governo será enviada para apreciação do congresso na próxima quinta-feira (3). Esta é uma das principais metas da equipe econômica de Paulo Guedes e, segundo Bolsonaro, atingirá somente os futuros servidores concursados visando cortar gastos e aumentar a eficiência.

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Sobre o autorBruna Pinheiro
Internacionalista. Escrevo hoje sobre política, economia, filmes e séries. Adoro viajar e comer (não necessariamente nessa ordem). Segue lá @bpinheiro1