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Reino Unido impõe novas restrições após aumento nos casos de Covid-19

·Atualizado há mais de 4 anos
Reino Unido impõe novas restrições após aumento nos casos de Covid-19
O primeiro-ministro Boris Johnson afirma que é preciso agir para evitar uma alta exponencial da doença

O Reino Unido enfrenta uma iminente segunda onda de Covid-19 e anunciou uma série de novas restrições para frear o aumento de casos, que de acordo com especialistas médicos pode chegar a 50 mil diagnósticos positivos por dia em outubro, apesar dos dados atuais estarem em 4,3 mil por dia. 

Entre as novas medidas, o governo britânico afirma que irá multar em até mil libras (cerca de R$ 6,9 mil) os pubs, bares e demais estabelecimentos que estiverem abertos após as 22h, segundo o jornal The Guardian. A penalização também se estende aos cidadãos que furarem a quarentena imposta devido a diagnóstico positivo da doença ou por convívio com alguém infectado. Reincidentes podem ser multados em até 10 mil libras (cerca de R$ 69 mil). 

Aqueles que podem trabalhar em casa serão novamente solicitados a exercer home office. As máscaras continuam sendo obrigatórias dentro das empresas, enquanto as multas para quem não usa máscaras dobraram para 200 libras.

Pubs, bares e outros estabelecimentos deverão funcionar até as 22h
Pubs, bares e outros estabelecimentos deverão funcionar até as 22h
Pubs, bares e outros estabelecimentos deverão funcionar até as 22h

A Inglaterra chegou na frente com uma série de restrições para impedir a rápida disseminação do novo coronavírus, com validade de seis meses, antes das diretrizes individuais que serão emitidas na Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirma que "chegamos a um ponto de inflexão perigoso" e que "embora pudéssemos ter feito o vírus recuar, a perspectiva de uma segunda onda era real”. 

Não há qualquer indício de restrições relacionadas à programação dos cinemas ou o impacto na produção de filmes e TV entre as medidas restritivas anunciadas no Reino Unido. Para o médico chefe da Inglaterra, Chris Whitty, é preciso tomar extremos cuidados para evitar um surto ainda maior que o primeiro, pois as taxas de infecção voltaram a aumentar em todas as faixas etárias, com chances de atingir níveis críticos em pouco tempo, caso as medidas não sejam duramente aplicadas. 

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