Não é sempre que o Big Brother Brasil acerta na escalação de elenco, mas o que se viu no BBB 22 foi uma clara demonstração de que as coisas podem sair completamente dos trilhos, mesmo com uma fórmula consagrada de sucesso. Neste ano, o reality desagradou o público engajado da nova geração e deixou uma brecha para o chamado espectador "raiz" manifestar seus discursos polêmicos nas redes sociais e nas votações do paredão.
Sem grandes acontecimentos durante todo o confinamento, o BBB 22 se tornou um programa obsoleto para o público, mas não deixou de gerar lucros extraordinários para a Globo, graças à incrível quantidade de patrocinadores e os valores multimilionários envolvidos nas fatias comerciais do programa, que apesar das críticas, ainda rendeu uma ótima audiência para a emissora em sua fase inicial, principalmente pelo ótimo trabalho do apresentador Tadeu Schmidt.
Agora, com o campeão praticamente garantido e uma torcida fervorosa que dispara discursos de ódio gratuitamente, só resta esperar pelo final absoluto da temporada e torcer para que a edição do próximo ano seja melhor.
Além disso, a Globo já deixou engatilhada a nova temporada de No Limite com apresentação de Fernando Fernandes, apostando alto no formato atualizado do programa radical. A temporada passada não ganhou tanto destaque, sobretudo pela falta de carisma de Andre Marques, mas tudo indica que o atleta paralímpico escalado para 2022 trará uma tonalidade interessante à atração.
Enquanto isso, o catastrófico BBB 22 segue se arrastando até a grande final, e ninguém ligaria se o reality acabasse hoje mesmo, a não ser os magnatas da Globo e os sedentos patrocinadores.

